Não sou Bill e muito menos Entendido
Me desanimei um pouco, não posso negar. Não era muito o que eu imaginava. Durante a semana, por causa do peso que tenho colocado no meu TCC, achei que uma saidinha, uma festa me aliviaria um pouco. Mas eu não esperava aquilo mesmo.
Mas eu fui. O nosso objetivo era conseguir uma entrevista com Elke Maravilha, ícone de muitos movimentos. Eu fui lá para trabalhar, ser o fotógrafo da entrevista. Era a minha única preocupação, tirar boas fotos. Estava bem mais tranquilo do que a minha companheira de trabalho. Ela estava bem tensa devido a demora da entrevista. Porém, tudo mudou, para o meu lado.
Eu imaginei que poderia encontrar pessoas conhecidas, mas não sabia como iria reagir. Não, não. O problema não era as pessoas da faculdade me verem em uma balada gay, era outra coisa. Eu sabia que poderia encontrar a irmã da minha ex-namorada, mas quando eu a vi não me segurei de nervoso. Tremia como uma vara verde. Eu sabia o que era. Minha vergonha era muito grande pelo o que eu fiz com a irmã dela. Não me sinto bem até hoje. Me arrependo muito do que eu fiz (e o que você fez Rafael?), de não ter conversado mais, de não ter lidado de outra forma a situação. Meu coração estava pequenininho, queria me esconder.
Acabei por perder várias oportunidades de ir conversar com ela, mesmo que fosse só para dizer um oi. Me fiz de desintendido e não consegui nem cruzar olhar com ela. Por fim, eu me arrependi e resolvi que precisava conversar um pouco com ela, mas já era tarde de mais. Ela fora embrora mais cedo. Acho que ela nem viu a aparição da atração da noite. Até entendo, considerando o quanto a irmã era roqueira. Ela deve ter o mesmo gosto para música, aposto.
Depois das fotos, do trabalho, a Paula quis aproveitar um pouco. Ficou babando no dançarino que fazia um show no palco. Claro que o rapaz estava de roupas não usuais no inverno de Moscou, disso não duvide. Fiquei apenas esperando o tempo passar e tentando ver como as pessoas se comportavam. Olhando bem, não é nada diferente de uma balada que existe em outras boates. Pessoas se paquerando, se catracando, se beijando, disputando espaço, dançando freneticamente uma música cheia de ritmo mas totalmente vazia de conteúdo (putz-putz para os mais íntimos). Realmente não era o eu lugar. Eu nunca me diverti muito em lugares assim, nunca fez muito o meu estilo. Acho as festas de república muito mais interessantes com suas bandas. Não sei exatamente qual é a questão primordial, mas não me encaixo muito bem nesse ambiente debalada tradicional.
Tem mais alguma coisa à acrescentar? Essa postagem era para ter sido publicada no domingo, mas fatos e compromissos não me deram muitas escolhas. Mas quem lerá tudo isso, mesmo? Tão poucas pessoas que não importa o tempo que demore essa página aqui sempre estará atualizada em algum sentido. Se nada mudou, nada mudou.
" Putz putz putz putz putz putz putz putz putz putz putz putz putz... "
