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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

domingo, setembro 30, 2007

Não sou Bill e muito menos Entendido

Sábado, 22:00hs : Paula me liga. Ofegante ela diz que precisa de um favor meu e que me recompensaria com R$10,00. Logo digo que não era preciso nada de dinheiro, faria o favor com o maior prazer. Ela me colocaria em uma balada para tirar fotos para ela. Eu sabia que se tratava do Trabalho de Conclusão de Curso (o grande TCC) e, como estava um tanto frustrado em não poder ajudar mais nesse trabalho, eu aceitei sem pestanejar. O primeiro a saber do meu "trabalhinho" no sábado a noite foi o meu colega de casa e que logo me indagou onde isso seria. "Boa pergunta", eu pensei. Não havia questionado isso. Ele logo me desanimou dizendo que era a inauguração de uma boate alternativa na cidade. Não aquele tipo de alternativo que tem na FAAC e na maioria das universidades públicas. Não era hippie ou indie, tenha a certeza de que era mais alternativo ainda. Sim... o público dessa casa é composto por pessoas muito alegres.


Me desanimei um pouco, não posso negar. Não era muito o que eu imaginava. Durante a semana, por causa do peso que tenho colocado no meu TCC, achei que uma saidinha, uma festa me aliviaria um pouco. Mas eu não esperava aquilo mesmo.


Mas eu fui. O nosso objetivo era conseguir uma entrevista com Elke Maravilha, ícone de muitos movimentos. Eu fui lá para trabalhar, ser o fotógrafo da entrevista. Era a minha única preocupação, tirar boas fotos. Estava bem mais tranquilo do que a minha companheira de trabalho. Ela estava bem tensa devido a demora da entrevista. Porém, tudo mudou, para o meu lado.


Eu imaginei que poderia encontrar pessoas conhecidas, mas não sabia como iria reagir. Não, não. O problema não era as pessoas da faculdade me verem em uma balada gay, era outra coisa. Eu sabia que poderia encontrar a irmã da minha ex-namorada, mas quando eu a vi não me segurei de nervoso. Tremia como uma vara verde. Eu sabia o que era. Minha vergonha era muito grande pelo o que eu fiz com a irmã dela. Não me sinto bem até hoje. Me arrependo muito do que eu fiz (e o que você fez Rafael?), de não ter conversado mais, de não ter lidado de outra forma a situação. Meu coração estava pequenininho, queria me esconder.


Acabei por perder várias oportunidades de ir conversar com ela, mesmo que fosse só para dizer um oi. Me fiz de desintendido e não consegui nem cruzar olhar com ela. Por fim, eu me arrependi e resolvi que precisava conversar um pouco com ela, mas já era tarde de mais. Ela fora embrora mais cedo. Acho que ela nem viu a aparição da atração da noite. Até entendo, considerando o quanto a irmã era roqueira. Ela deve ter o mesmo gosto para música, aposto.



Depois das fotos, do trabalho, a Paula quis aproveitar um pouco. Ficou babando no dançarino que fazia um show no palco. Claro que o rapaz estava de roupas não usuais no inverno de Moscou, disso não duvide. Fiquei apenas esperando o tempo passar e tentando ver como as pessoas se comportavam. Olhando bem, não é nada diferente de uma balada que existe em outras boates. Pessoas se paquerando, se catracando, se beijando, disputando espaço, dançando freneticamente uma música cheia de ritmo mas totalmente vazia de conteúdo (putz-putz para os mais íntimos). Realmente não era o eu lugar. Eu nunca me diverti muito em lugares assim, nunca fez muito o meu estilo. Acho as festas de república muito mais interessantes com suas bandas. Não sei exatamente qual é a questão primordial, mas não me encaixo muito bem nesse ambiente debalada tradicional.

Tem mais alguma coisa à acrescentar? Essa postagem era para ter sido publicada no domingo, mas fatos e compromissos não me deram muitas escolhas. Mas quem lerá tudo isso, mesmo? Tão poucas pessoas que não importa o tempo que demore essa página aqui sempre estará atualizada em algum sentido. Se nada mudou, nada mudou.

" Putz putz putz putz putz putz putz putz putz putz putz putz putz... "

quinta-feira, setembro 20, 2007

Quem é ele?

Vocês não sabem quem é o rapaz que nunca mostra o rosto na foto do jornal? Novamente eu saí em uma foto do Jornal da Cidade. Dessa vez estava participando de uma reunião do Conselho Pró-Plano Diretor, que se reunia na casa dos conselhos da prefeitura de Bauru (aliás, um local muito agradável e interessante para reuniões) (bem central, também...). Não tive culpa, era para ser natural, como se a reunião corresse normalmente. Servi para fazer moldura à foto (vocês sabem o que é essa técnica, né? O Teixeira ensina com um exemplo do Rio Tietê). O fotógrafo deve ter adorado. Portanto, eu não podia mostrar o rosto nessa foto.

Não sabem de que foto estou falando? É a foto que está na edição dessa quinta-feira, na página 5. Se vocês não reconheceram eu sou o rapaz no cantinho esquerdo. Bonito o meu perfil por esse ângulo, não acham?

Prometo que não mostrarei o meu rosto até que o Plano seja aprovado sem mudanças que favoreçam os empresários "tubarões" da cidade. Se o povo escolheu esse plano é momento de fazer a vontade do povo. Se o fotógrafo escolheu esse ângulo eu não posso fazer mais nada.

Mas e as informações sobre as lutas do Plano Diretor, você sabiamente perguntará. Não leiam o jornal, só procurem pela minha foto. Eu não estou gostando muito da cobertura e acho que tem "gato nesse mato". Algumas informações estão desencontradas, jornalistas fazendo joguinho com as fontes e outras mutretas que a política carrega em sua alma nesse país. Esperem só um pouquinho que eu recuperarei o fôlego e logo-logo eu volto com informações fresquinhas.

" Longe de tudo, longe de você. " (o que o Nasi disse para onde ele iria depois de ter brigado com o irmão e emprensário de sua banda) (homenagem velada ao Ira!)

quarta-feira, setembro 19, 2007

Quem mexeu na minha agenda?

Pois é. Parece nome de livro de auto-ajuda, mas foi verdade. Mexeram na minha agenda! Eu tenho absoluta certeza sobre isso. Provas? Eu havia colocado ulgumas anotações no plástico da minha agenda de tal forma que eu não precisava retirar para poder verificar os números da conta que eu deveria lembrar. Mas quando eu fui realmente ver os números os papeis estavam virados. Não era possível que eles tivessem virado livremente enquanto eu andava por aí com a minha bolsa. Alguém mexera neles e os virara.

Mas que fato idiota, você dirá. O que me vale saber que alguém mexeu na sua agenda, ainda mais sabendo que não havia informação importante nenhuma, novamente você indagará. Mas o importante não é isso. O fato é mais fundo e complexo do que você imagina. Sabe aquelas pirações que nós temos quando somos crianças? Aquelas quais você imaginava que poderia dirigir um Puma só pelo fato de ser um carro baixinho. Ou como as do meu tio que imaginava que polenta era uma planta, como milho ou mandioca. Pois então. Eu, no começo da minha pré-adolescência (e um pouco até os dias de hoje) tinha na minha imaginação que as garotas de quem eu gostava (na maioria das vezes elas nem ligavam para mim) me espionavam e procuravam saber o que eu fazia no meu tempo livre. Pobre delas se elas faziam isso, pois eu tinha uma vida de muleque mais mais normal do mundo. Porém, eu tinha essa "viagem" na cabeça. Chegava a imaginar que elas "plantavam" câmeras escondidas no meu quarto ou que as amigas ficariam me vigiando quando eu virasse a esquina. Realmente eu tinha uma mente muito fértil em relação a isso. Até que eu pedi de natal um gravador para poder espionar as meninas (esse era o momento da vingança?), mas eu nunca usei para isso. Acabávamos achando tão engraçado gravar nossas vozes e colocar em velocidade rápida, parecendo o tico e o teco, que a razão da compra não foi lembrada. Melhor assim, né? Poderia descobrir que a minha garota "amada" era apaixonada pelo George ou pelo zé mané da sétima série e quebrar o meu pobre coraçãozinho (nossa, agora eu me senti um verdadeiro coitado).

Percebem como coisas dessa natureza mexem com o meu imaginário? Outra coisa é sonho. Eu sempre quis sonhar com as minhas "amadas". Eu achava uma delícia quando isso acontecia, pois era um tanto raro. Eu ia para a aula nas nuvens e venerava mais ainda tais garotas. Até que eu percebi que bastava eu sonhar para que dois ou três dias depois a coisa degringolar. Era tão bom o sonho e em pouco tempo estava na amargura (novamente me senti um coitado). Eu não entendia e comecei a ter medo dos meus sonhos dessa espécie. Vieram os sucessos na faculdade (poucos, é verdade) e a situação não mudou muito. Os sonhos só vinham quando estava tudo se acabando.

Mas nada disso me torna um cara mais valoroso do que outros. Não sou um coitado e tenho conciência de todas as minhas "cachorrices". Tudo bem, você dirá que eu não sou o pior dos seres viventes, que em muitos momentos da minha vida eu valorizei as relações como alguns valorizam o ouro. Mas do que me vale receber algum prêmio por ser o menos pior e ainda assim fazer as pessoas sofrerem e perderem a confiança em mim? Eu me sinto tão mal quando as pessoas me evitam, não confiam nas minha reações.

Você ainda tem confiança em mim?
Ah! Você quer saber sobre a agenda? Quem mexeu? Eu não sei... tenho um palpite de que pode ter sido um dos caras da minha sala, mas isso mexeu muito no meu imaginário e foi bacana lembrar de algumas épocas e algumas viagens.



Notas e outras viagens

Para quem não reparou eu sai em uma foto do Jornal da Cidade na edição dessa terça feira. A foto está na página 3, na matéria que fala do jogo de forças que existe na entrega do Plano Diretor da cidade. Eu sou o rapaz que está de lado olhando para um barbudo (esse é o Goiaba) que está sentado. Estou segurando um cartaz com os dizeres: Plano - Diretor aprovado logo!
Ninguém percebeu?

Essa noite eu sonhei que o Rio de Janeiro estava em chamas. Nesse sonho eu também estava de férias na casa de veraneio do meu orientador. Qual era a solução que encontrei para que a nossa casa não pegasse fogo? Desligar a força elétrica. O fogo poderia dar um curto geral e queimar toda a casa. Era uma casa muito bonita para virar cinzas. Você não acha que eu fiz certo?

" It's so much better when everyone is in. Are you in? "

sábado, setembro 15, 2007

Uma música que encontrei

Queria compartilhar essa música do grupo californiano Incubus:

11am

7am...
The garbage truck beeps as it backs up
And I start my day thinking about what I've thrown
away...
Could I push rewind?
The credits traverse signifying the end
But I missed the best part
Could we please go back to start?
Forgive my indecision

Then again, then again, then again,
You're always first when no one's on your side...
Then again, then again, then again,
The day will come when I want off that ride

11am
By now you would think that I would be up
But my bed sheets shade the heat of choices I've
made....
What did I find?
I never thought I could want someone so much
Cause now you're not here
And I'm knee deep in my own fear
Forgive my indecision...
I am only a man...

Then again, then again, then again,
You're always first when no one's on your side...
Then again, then again, then again,
The day will come when I want off that ride

12 pm and my dusty telephone rings...
Heavy head up from my pillow who, could it be?
I hope its you
It's you

Then again, then again, then again,
You're always first when no one's on your side...
Then again, then again, then again,
The day has come and I want off that ride

Eu queria ter achado essa letra em outro momento. Diria tanto de mim. Agora, talvez pensando no cansaço que se acumulou nesses últimos dias, me vejo longe de desejar algo novamente e eu esteja longe dessas letras. Há alguns dias que eu não estou muito bem. Percebi que tenho que parar de falar através dessa página. Essas serão as minhas últimas palavras sobre você. Eu imaginei que te veria hoje no teatro, no espetáculo de dança, mas acho que sua sobrinha não sabia do evento. Vou seguir a vida, mas gostaria muito de te encontrar em alguma esquina por aí. Eu vou colocar esse ponto final, mas quem disse que um livro (uma vida) é feito só com um parágrafo? Acho que agora é momento para outros capítulos.

" It's just a phase? "

quarta-feira, setembro 05, 2007

Minhas impressões sobre Santos

No dia 28/08 eu desci a serra do mar. Novamente vi o furo que fizeram no paredão que não intimidou Anchieta. Um enorme túnel deixa a descida tão suave que o mais perigoso é acabar dormindo com a possível monotonia. Mas não foi maçante. Viajar com o "senhor Artesp" é sempre emocionante (O Unocicaba e a flor Consolação que me confirmem), apesar de eu muitas vezes dormir durante o trajeto.

Já em Santos, me supreendi ao ver o túnel que começa na Praça dos Andradas. Ele é azulejado como os túneis que te levam e te tiram de Copacabana no Rio de Janeiro, mas não tem o mesmo glamour. Apesar de um amigo meu dizer que o bairro carioca se assemelha muito à orla de Santos não vejo tantas ligações. O "clima" da cidade é outro. O ar de onde eu estava não era carregado de conotações sexuais. Também não é dominado pelos dizeres de milhares de turistas gringos. Aqui a cidade é mais do próprio povo do que dos "outros" que descem a serra ou chegam de navio. Nós, os turistas, até existimos e alimentamos uma considerável parte da economia, mas não somos hiperprotegidos ou estigmatizados. O tratamento é outro. A minha primeira impressão é que somos tão cidadãos como todos os santistas, responsáveis pela manutenção de sua beleza e com direitos de aproveitarmos suas vantagens.
De fato a cidade não é uma beldade só. Tirando os prédios com feições dos anos 1950 ou 1910, o resto da cidade possui um visual praiano, o qual eu não sou muito afeiçoado. Os prédios que abrigam muitos idosos paulistanos, cansados da poluição e canseira que a capital exala, não possuem uma beleza que me agrada e também não se mostra tão confortável. Imagino que foi a solução encontrada para o pouco espaço que uma ilha proporciona e a falta de recursos que dura até os dias de hoje em algumas partes do nosso país. Santos, se olharmos para esses prédios, não é muito diferente de algumas outras praias que eu conheci, como Bom Retiro em Recife e Canasvieiras em Florianópolis. Você me argumentará que as paredes azulejadas ou cheias de ladrilhos se tornam muito mais resistentes à humidade e ao calor, e de fato tem razão. Talvez eu esteja implicando um pouco demais.

Mas o interessante de Santos é a vida que passa por suas ruas. Talvez por ser uma cidade com taxa de densidade habitacional bem grande dificilmente suas ruas se mostrem vazias. A praia, mesmo com um dia nublado convida ao passeio, à caminhada. O jardim que separa a avenida costeira e a areia é algo muito interessante de se ver. Por que não? Por que a praia é só areia? Provavelmente as árvores dão algum respiro nos dias de calor.
Mas há também os fatores econômicos. Santos é uma cidade viva economicamente falando. Não só o seu porto movimenta a economia. A Baixada Santista é uma das 3 metrôpoles do estado e Santos é o seu centro. Muitos moradores de São Vicente, Praia Grande e Guarujá saem de suas cidades para trabalhar ou consumir. O resultado é mais gente nas ruas.

Cadeiras e mesas também são encontradas, pelo menos, nas ruas XV de Novembro e do Comércio. Mas somente a partir das 17:00 hs. Um local, que poderia muito bem estar largado às moscas e a outros excluídos da vida movimentada que acompanha a moda, está muito bem cuidado por donos de bares que recebem a cada noite as pessoas dispostas a viver a própria cidade, a sentir como o mundo está repleto de pessoas tão sedentas por interação como qualquer uma. Não sei de quem partiu a iniciativa de revalorizar o centro histórico da cidade, mas o destino dessas duas ruas que só viviam a sombra dos tempos áureos do café era triste. A cidade é viva, dinâmica, habitat moderno de muitos e deve servir aos interesses daqueles que a usufruem.


Quanto às pessoas? Eu não tive muito contato com os santistas. Além dos trabalhadores da pousada em que estive durante esses dias não acho que devo dizer muito. A população aparenta ser envelhecida, mas não saudosista. Santos é muito mais do que um porto, é muito mais do que alguns anos de preço alto do café. Como toda cidade, por ser constituída de vida e de muitas vidas, pode escrever seus detalhes a cada curva da história. Não deve receber o rótulo de uma simples embalagem, mas deve ser parte integrante do cotidiano das pessoas.



Momento para continuar uma história que não consigo colocar um ponto final.

Meus dias passam por diversas coisas e muitas pessoas passam por mim, mas não há como não pensar em você. Eu gostaria de mentir, dizer que esqueci e que estou pronto para outra. Sei que isso não é possível por enquanto. E se Vinícius fez aquele poema para nós? Você já se utilizou dele.

" Conte sua história, pois sua memória pode um dia se apagar. Não faça segredo. Não, não tenha medo, estou aqui pra te escutar. "

" Você melhorou? Foi uma cirurgia na boca, não? Era siso? "