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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

quarta-feira, setembro 19, 2007

Quem mexeu na minha agenda?

Pois é. Parece nome de livro de auto-ajuda, mas foi verdade. Mexeram na minha agenda! Eu tenho absoluta certeza sobre isso. Provas? Eu havia colocado ulgumas anotações no plástico da minha agenda de tal forma que eu não precisava retirar para poder verificar os números da conta que eu deveria lembrar. Mas quando eu fui realmente ver os números os papeis estavam virados. Não era possível que eles tivessem virado livremente enquanto eu andava por aí com a minha bolsa. Alguém mexera neles e os virara.

Mas que fato idiota, você dirá. O que me vale saber que alguém mexeu na sua agenda, ainda mais sabendo que não havia informação importante nenhuma, novamente você indagará. Mas o importante não é isso. O fato é mais fundo e complexo do que você imagina. Sabe aquelas pirações que nós temos quando somos crianças? Aquelas quais você imaginava que poderia dirigir um Puma só pelo fato de ser um carro baixinho. Ou como as do meu tio que imaginava que polenta era uma planta, como milho ou mandioca. Pois então. Eu, no começo da minha pré-adolescência (e um pouco até os dias de hoje) tinha na minha imaginação que as garotas de quem eu gostava (na maioria das vezes elas nem ligavam para mim) me espionavam e procuravam saber o que eu fazia no meu tempo livre. Pobre delas se elas faziam isso, pois eu tinha uma vida de muleque mais mais normal do mundo. Porém, eu tinha essa "viagem" na cabeça. Chegava a imaginar que elas "plantavam" câmeras escondidas no meu quarto ou que as amigas ficariam me vigiando quando eu virasse a esquina. Realmente eu tinha uma mente muito fértil em relação a isso. Até que eu pedi de natal um gravador para poder espionar as meninas (esse era o momento da vingança?), mas eu nunca usei para isso. Acabávamos achando tão engraçado gravar nossas vozes e colocar em velocidade rápida, parecendo o tico e o teco, que a razão da compra não foi lembrada. Melhor assim, né? Poderia descobrir que a minha garota "amada" era apaixonada pelo George ou pelo zé mané da sétima série e quebrar o meu pobre coraçãozinho (nossa, agora eu me senti um verdadeiro coitado).

Percebem como coisas dessa natureza mexem com o meu imaginário? Outra coisa é sonho. Eu sempre quis sonhar com as minhas "amadas". Eu achava uma delícia quando isso acontecia, pois era um tanto raro. Eu ia para a aula nas nuvens e venerava mais ainda tais garotas. Até que eu percebi que bastava eu sonhar para que dois ou três dias depois a coisa degringolar. Era tão bom o sonho e em pouco tempo estava na amargura (novamente me senti um coitado). Eu não entendia e comecei a ter medo dos meus sonhos dessa espécie. Vieram os sucessos na faculdade (poucos, é verdade) e a situação não mudou muito. Os sonhos só vinham quando estava tudo se acabando.

Mas nada disso me torna um cara mais valoroso do que outros. Não sou um coitado e tenho conciência de todas as minhas "cachorrices". Tudo bem, você dirá que eu não sou o pior dos seres viventes, que em muitos momentos da minha vida eu valorizei as relações como alguns valorizam o ouro. Mas do que me vale receber algum prêmio por ser o menos pior e ainda assim fazer as pessoas sofrerem e perderem a confiança em mim? Eu me sinto tão mal quando as pessoas me evitam, não confiam nas minha reações.

Você ainda tem confiança em mim?
Ah! Você quer saber sobre a agenda? Quem mexeu? Eu não sei... tenho um palpite de que pode ter sido um dos caras da minha sala, mas isso mexeu muito no meu imaginário e foi bacana lembrar de algumas épocas e algumas viagens.



Notas e outras viagens

Para quem não reparou eu sai em uma foto do Jornal da Cidade na edição dessa terça feira. A foto está na página 3, na matéria que fala do jogo de forças que existe na entrega do Plano Diretor da cidade. Eu sou o rapaz que está de lado olhando para um barbudo (esse é o Goiaba) que está sentado. Estou segurando um cartaz com os dizeres: Plano - Diretor aprovado logo!
Ninguém percebeu?

Essa noite eu sonhei que o Rio de Janeiro estava em chamas. Nesse sonho eu também estava de férias na casa de veraneio do meu orientador. Qual era a solução que encontrei para que a nossa casa não pegasse fogo? Desligar a força elétrica. O fogo poderia dar um curto geral e queimar toda a casa. Era uma casa muito bonita para virar cinzas. Você não acha que eu fiz certo?

" It's so much better when everyone is in. Are you in? "