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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Um sujo em uma noite perdida

Aqui estou eu em mais uma madrugada para escrever algumas linhas de desabafo. Já faz um tempo enorme desde a última tentativa de escrever uma postagem decente neste blog manco. Curioso que ele próprio tenha perdido o seu sentido, mas não perdeu a serventia.

Agora, nesse exato momento, são 1 e meia da manhã. O meu dia não foi nada produtivo (da maneira que ele foi planejado para ser) e estou enrolando para ir dormir. Claro que há um misto em não querer perder esse "ânimo" que a cafeína da Coca-Cola deu para esses próximos minutos com a preguiça absurda de tirar as duas bolsas vazias, a bermuda usada, o estojo, o caderno e a carteira de cima da cama. Tudo bem que eu também pretendo acordar na cama da minha irmã na próxima manhã (ela não está em casa, pois viajou hoje), contudo isso não justifica essa minha gana de não ir dormir quando é preciso.

O olho coça, a vista já começa a ficar embaçada... O sono bate. Segundo um episódio do seriado
Law & Order - Special Victims Unit, um bom período sem sono é equivalente a ter ingerido uma boa quantidade de álcool. Bom... como sou "educado" e gosto muito de deixar subentendido, não queria explicitar que os meus momentos mais criativos nesta página foram frutos de "micro bebedeiras".

Não, não. Mas a grande parte das postagens foram motivadas por minha revolta comigo mesmo. Quantas vezes eu já não reclamei das minhas atitudes e ainda volto para falar mais um pouco sobre os mesmos problemas? Aparentemente, o meu processo de amadurecimento ainda precisa de alguns anos no pé. Uma pena que não há mais esse tempo. Já não moro na casa dos meus pais e com o passar dos dias estarei cada vez mais longe dessa realidade. É o natural, não? Mas infelizmente não estou conseguindo aprender a me virar sozinho.

Sim. A sujeira está por cada canto do meu quarto nesta noite perdida. Eu não o limpo desde que eu nele cheguei (nem é tanto assim, alguns diriam ao analisar as 2 semanas de propriedade) mesmo tendo um aspirador para tal função.

Eu apenas queria que essa postagem fizesse sentido daqui alguns meses, alguns anos. Não sei se você, leitor assíduo e misterioso, costuma ler as postagens antigas, mas algumas são bem interessantes e tem umas "sacadinhas" com as melhores vistas para o mar.

Esperava que alguns anos de experiência a mais fizessem mais sentido do que mais uma noite na qual as perspectivas somem do radar e que a vontade é de gritar para todo mundo que eu não só não tenho nenhuma prometida como também não consigo prometer nada a ninguém (ainda preciso usar vírgulas corretamente. Alguém sabe onde eu coloco a bendita nesse último período? É o sono, é o sono). Assim, eu escreveria com desenvoltura e com vontade de encher essa tela de letrinhas. Mas não. Não é assim que ocorre. É necessário que as coisas percam seu controle para me motivar a buscar a mudança. Errado, não? Totalmente.

Lembram das minhas promessas sobre mudanças e novos escritos? Joguem tudo no lixo. Eu não presto, como já dizia o Branco Melo, e acho que as coisas tenderão a manter-se dessa forma por algum tempo.

Por enquanto estou aqui, 40 minutos depois que comecei a escrever esse texto, a pensar em como acabarei esse desabafo.
Então... boa noite.

" A madrugada em um momento acabará, fique tranquila. "

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Quarta-feira, Julho 08, 2009

4 estações

Na segunda-feira dessa semana eu me peguei perguntando se já fazia 1 ano que eu não escrevia neste blog e pude perceber que cheguei atrasado até mesmo nessa situação. Dois dias se passaram do aniversário. Eu não senti vontade de escrever uma palavra sequer nesse tempo todo? Na verdade não. Por motivos muito diversos (para não simplesmente acusar a desgraçada da preguiça que me ataca e que devo combater com todas as minhas forças) eu acabei me abdicando de expor um dos meus bons valores: refletir sobre os fatos da minha vida. Não que eu tenha deixado de pensar nos meus atos, mas essa ação foi um tanto menos frequente. Isso sim, é um sinal preocupante. Fazer tudo sem pensar ou sem calcular os riscos e consequencias é tremendamente perigoso, não é? Na verdade não sei. Mesmo nesse tempo de afastamento eu não consegui chegar a essa conclusão.

Muito mais se passou do que somente 4 estações ou uma rotação planetária entorno do sol. Mas isso ficará para outra oportunidade. Eu não prometo que voltarei em breve, pois já fiz algumas promessas aqui e não cumpri nenhuma delas. Então...


" A culpa é minha e eu coloco ela em que eu quiser! "

Sexta-feira, Julho 04, 2008

Mais alguns kilômetros na bagagem

Daqui alguns minutos (ou horas, não sei se consigo ser tão rápido assim) estarei novamente na estrada em direção a São Paulo. Dirigindo novamente para poder resolver alguma coisa do meu novo trabalho. Para falar a verdade, meu atual cargo na empresa é um grande leva-e-traz. Não me envergonho disso e não venho aqui para reclamar, mas somente para contar um coisinha curiosa que isso proporcionou.

Lembra do título da penúltima postagem? Não? Oras, baixe um pouco a barra de rolagem, por favor...
Pronto? (desculpe um pouco o mal humor, mas não estou conseguindo conter tal sentimento)
Pois então, em meio a uma ligação do motor e outra eu reparei no contador de giros. Não é baixo, eu sei, mas marcava exatamente 137700 km. E como eu que tenho um "Q" com números redondos (talvez esse é o sintoma do meu TOC que minha mãe insiste em dizer que tenho) fiquei me sentindo lisongeado com a situação por alguns minutos, já que não é todo dia que isso acontece. E quem imaginaria quando isso voltaria a ocorrer?
Alguns dias após esse ocorrido aconteceu o segundo fato. Fui ligar (ou desligar, não me lembro exatamente) o carro e ali vi no conta giro: 138800 km. Incrível, diriam os de cabelo em pé. Inacreditável, os mais céticos. Mas é a mais pura verdade.
Agora só faltava olhar para o painel do carro a cada 1100 km rodados. Por sorte isso nunca aconteceria, até porque o carro não consegue render 60 litros de gasolina por tanto tempo. Teria que fazer essa mecânica tarefa também para outras situações.
Contudo, a vida continua nos pregando peças curiosas. Advinhem qual foi a próxima marcação para qual eu olhei no painel? Esse é o seu melhor chute?
Mas não foi 139900. Por algum truque do tempo e espaço (leia-se Deus nessa lista) eu avistei o número 139800. Aconteceu... Não forcei nada. Até porque estava muito satisfeito com os últimos dois números redondos.

Agora eu relaxei um pouco, mas os meus olhos, de vez em quando, perdem-se buscando algum zero no final de algum lugar. Coisas doidas da cabeça. E assim minha vida na estrada continua por um tempo.

Para esta situação vão 2 frases curiosas:

" Não é difícil comparar o meu cérebro com a castanha do pará. "
" Você tem que olhar a estrada com uma cara cansada, como uma velha amiga que você não já agüenta mais. "

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Uma mudança bem gelada, por favor?

AVISO:

Este blog passará por algumas mudanças estruturais e de modelagem durante as próximas semanas. O rostinho bonachão e simpático que você vê neste exato momento poderá ser puro passado daqui a qualquer minuto (esse é só um mecanismo para poder enrolar um pouco mais?) e, portanto, sempre atualize esta página para não perder qualquer detalhe novo.
Sim, as cores mudarão, o nome mudará (isso já mudou um pouco, não viu?) e, talvez, algumas posturas mudarão. Oras, passaremos por um troca de lay out completa. Ou uma mudança de diagramação, se dito por um comunicador. Ou uma plástica, se alguém de branco com uma seringa na mão disser. Ou uma recauchutagem total, se uma "perua" com um poodle irritante no colo anunciar para toda a vizinhança.
Ah! Deu para entender um pouco, né? Não?

Relaxa, vai ficar legal. Diferente, mas legal.

" Quem é que não enxerga aqui será eu ou você que não percebe? "

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Quinta-feira, Junho 19, 2008

137700, 138800...

Se você disser que eu estou longe do mundo, que estou um tanto por fora da realidade, eu até que te daria um pouco de razão.
Como será viver a vida de outra pessoa? E como será não viver a própria vida? Eu tenho plena compreensão do que é viver a vida pela metade (ou nem mesmo isso) e estar distante de sua completude. Quando isso acontece você está simplesmente vivendo a vida de outra pessoa. Você não está vivendo a sua própria vida, oras!


Preciso ser mais claro do que isso? Talvez, não?
Pois então, viva!
Pare de dizer que não pode fazer isso ou aquilo. Goste de dar abraços mais demorados. Contemple a poeira subindo contra o sol que entra rasgando a cortina. Gaste um bom tempo contemplando isso e depois limpe o seu quarto. Comente menos sobre a vida dos outros e pare de ficar falando sobre a sua. Não tente enganar o tempo. Se você colocou o despertador para te acordar às 6:45 é para você levantar nesse mesmo horário. Deixe os chinelos ou tênis do lado de dentro da casa quando avistar um gramado lisinho, lisinho. Coloque os pingos nos "i's" e todos os acentos que existem em cada uma das palavras quando as escrever. Diga sim para tudo aquilo que convir dizer sim. Não tenha medo de dizer não até o outro desistir de cometer o erro. Brinque com o seu corpo como se fosse um instrumento, principalmente em músicas dançantes. Use essa técnica quando você não souber dançar. Corra atrás daquele gato da rua que fica fazendo sujeira na tua casa. Compre uma zarabatana ou um sonrisal para ser um pouco mais radical em suas atitudes sanitaristas. More perto do centro da sua cidade. É lá que estão as coisas mais interessantes que ela pode te oferecer. Junte um poquinho de areia aqui, um outro pouquinho de areia ali e monte um castelinho de areia. Se quiser saber qual é o melhor caminho a seguir procure ter um mapa bem próximo de ti. Aproveite aquela liquidação de ocasião, mas não a torne uma ocasião especial. Subtraia a quantidade de comida por refeições e multiplique esse valor pelo número de refeições a mais que você fará por dia apartir de amanhã. Ensine uma criança aquelas brincadeiras que te ensinaram quando pequeno. Não ensine essa mesma criança os palavrões que te ensinaram na mesma época das brincadeiras. Pense na falta que o teu polegar faria. Pense na falta que o dedão do pé também te faria. Pense como seria trabalhar como presidente do Brasil e mude sua postura diária ao invés de pensar na falta que o dedo mindinho lhe faria. Diga o que você veio fazer aqui. Diga o porquê das suas escolhas. Nunca compre livros de auto-ajuda. Se um dia comprar, certifique-se de que já inventaram uma máquina do tempo para você poder ir a época da inquisição e brincar de fogueira. Vá fantasiado às festa a fantasia. Tente não imaginar o que aconteceria se você tivesse feito diferente. Isso sempre lhe trará remorsos e se sentirá um tanto triste. Pare de usar gerundios. Por gentileza, seria muito bom se você não usasse tanto o indicativo em suas frases. Ouça o que os seus avós tem para dizer, mesmo que seja muitas vezes somente "Quer mais purê? Come mais, come...". Se alegre quando seu time ganhar e mude de assunto quando seu time perder. Não busque responder todas as perguntas e sinta o sabor de nunca chegar a algumas das respostas. Conserte a sua postura corportal, isso será importante para você não ganhar o cargo de rei Momo na folia de Reis de Paris. Experimente qual é o gosto de uma Nova Schin e depois me conte. Saiba quando parar.

Após fazer tudo isso você sente que sua vida está completa ou que pode vive-la plenamente? Eu não. Tenho certeza que não.
Mas e aí (você dirá)? Porque você não a busca?

" O título não tem valor nenhum para a postagem. É apenas mais uma piada interna para deixar as pessoas intrigadas. "

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Sábado, Maio 24, 2008

130ª

Sim...

Esta é a 130ª postagem do Blog Complexo de Bangaladesh / Brasileiro de estatura mediana... Logo logo 5 anos se completam. Incrível, não? O tempo passa tão rápido.


Mas o que? Vocês esperavam uma longa análise sobre esses últimos quase 1700 dias? Poxa, você é insaciável! Já não basta a postagem anterior depois de 5 meses de silêncio?




O que? ainda está aí? ah! Claro... a frase final. E essa tem que ser especial, né? Tem que exprimir tudo o que eu quis transmitir nessas outras 129 postagens. Tem razão absoluta. Pois aí vai!

" Só que essa teima era eu, não vi. E hesitei, fiz o pior. Do amor amuleto o que eu fiz? Deixei por aí... Descuidei, dele quase larguei, quis deixar cair...
Não peguei no ar, quebrou-se e hoje eu sei que sem você sou pá-furada. "

Sexta-feira, Maio 23, 2008

Meu umbigo e eu

Uma conversa no carro me fez voltar. Imagino que foi apenas o estopim de meses sem escrever uma linha sequer. Minha mãe me colocou de volta ao eixo? Não sei ao certo. Sei somente que estou tentando me orientar, centrar em algo há muito tempo. Será que o TCC foi tão cruel com a minha vida que me deixou sem rumo? Não. Minhas escolhas anteriores e posteriores a esse período foram decisivas e devastadoras. Mesmo com essa conversa sei que continuarei parcialmente cego por um tempo.
Na quinta, feriado de Corpus Christi, me vi em situações que não me agradavam, praticando mal criações (eu tenho quantos anos? 10?) que nunca havia feito em toda a minha vida. Preciso ser ácido com todos? Claro que não, né? E sei essas atitudes não chegam de repente em nossas vidas e certamente não são eliminadas sem muito esfregação e sabão.
Bom... estou falando o que está vindo à minha cabeça como se vocês estivessem morando 24 horas dentro dela, como se entendessem todos os mecanismos que a regem e minhas lógicas que muitas vezes não fazem muito sentido. Mas entendam... Estou há quase 5 meses sem escrever nada de interessante (recados e anotações de trabalho não valem). Isso não é somente um problema para a minha formação acadêmica e futura profissão como jornalista, mas também um problema enorme para me situar no meu próprio mundo. É curioso como esse blog consegue fazer isso comigo. Sei que já escrevi isso em postagens anteriores, mas é preciso repetir: Comecei a escrever aqui, nesta página meia boca e envelhecida pelas traças de biblioteca velha, inspirado em uma frase de um veterano de faculdade. Sim senhores, escrever é um ato de se conhecer, não tenho a menor dúvida. E reler também é. As vezes me delicio entre uma releitura ou outra, ainda mais pelo fato de serem engraçadas muitas situações depois de sabermos os desdobramentos. E é para voltar a saber quem eu sou que retornei.
Uma vez me disseram que amadurecer é saber o que quer e porque quer. Para isso ser possível, assim entendo, devemos saber quem somos para poder querer direito. Oras, se não for dessa maneira sempre nos arrependeremos no final (como eu já fiz e muito).
Um dos meus maiores desejos é de que a minha ânsia de auto-conhecimento um dia se encerre na entrega de um certificado dourado, me dando plenos poderes sobre os meus erros, plena consciência dos meus atos. Mas quando isso será possível. Outro dia também me disseram que quanto mais conhecemos Deus e suas maravilhas mais Ele nos mostra como somos (falhos).
A tal conversa que indiquei no começo da postagem me mostrou mais outra falha. Não, a conversa não foi com Deus, foi com a minha mãe. Quando discutíamos as mudanças de humor pelo o qual ela passou nos últimos anos eu tentei explicar tais ocorrências pelo fato de eu ter me mudado para Bauru. Então ela, possivelmente lembrando de outro momento de comportamento "adoleta" de um membro da família, disse que aquilo não passava de um surto egocêntrico e o que a fez mudar foi o tratamento terapêutico do qual participara no passado. Obviamente não tive uma reação tão compreensiva e reflexiva naquele instante, mas algumas horas depois eu pensei: "Poxa vida, quem sou eu para pensar só em mim tendo 6 bilhões de outras pessoas lá fora?" (eu estava no banho, portanto, com certeza todas essas pessoas estavam "lá fora").
E não fiz um TCC pensando em melhorar a sociedade? Em contribuir para o futuro de uma cidade que me recebeu por 4 anos? Eu não continuo reciclando o lixo por entender que é meu dever ter consciência do destino de todas as coisas que já não prestam mais e que elas simplesmente não somem no ar? Eu não me mantenho firme em posições esquerdistas em discussões familiares? Eu afirmo que a mudança de hábito e a minha falta de respeito para com todo o resto da humanidade não é devido a mudança de residência ou de modo de vida, mas sim fruto de escolhas erradas, que me isolam cada vez mais em um mundo do tamanho do meu umbigo.

Triste, não? Mas verdadeiro.
Só espero que essa postagem não se perca no caminho como todas as outras em que lamento os meus erros passados. Quero mudança plena, mudança sem travas ou medos de mexer e curar feridas. Mudanças de ares não só pelo fato de ser em uma outra casa, mas sim por não ter mais vícios e desperdício de vida em cada molécula que nos envolve.

Se conseguirei? Acho que já fiz essa pergunta outras vezes, não leitores?

Um momento para uma conversa mais íntima com você:
Ligia, é um prazer te ter como leitora. Espero que as minhas reflexões impregnadas de detalhes de uma vida comum não te encham as paciências. Eu as vezes costumo ser um tanto reclamão e fico murmurando um bocado de algumas coisas. Mudar que é bom, pouco...
Eu realmente tenho um outro blog. Se eu tivesse continuado a escrever nele eu acho que faria muito mais sucesso. O endereço é:
coloresdelosojos.blogspot.com
Mas não passou de uma postagem (além da inaugural).
A idéia é boa, quem sabe eu não retomo um dia desses.
Aproveite bem a leitura e espero que você encontre a explicação para o gosto amargo da vida. Muitos procuraram e procuram a mesma coisa como você.





" Delicie-se com o próximo capítulo da novela, nesse mesmo bat-local. O resto fica de surpresa de última hora. "