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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

quarta-feira, novembro 29, 2006

A história da velhinha das balas

Cena: Corredor da central de salas, em frente do local antigo da cantina. Final de tarde, antes de assembléias juniores.

Rafael: Quer uma Bolete?
Pri, a "Japa": O que é uma Bolete?
Rafael: É uma bala que vira chiclete!
Pri, a "Japa": Ah! Eu quero uma! (...) Viu Tati... eu ganhei uma Bolete, a bala que vira chiclete!
Tati, a Arco Irish: Ah! Eu quero! Eu quero a tua! Essa que está na tua boca!

Tati, sem bala e nem chiclete, fica zanzando por aí. Pára um pouco para não se cansar mais.
Rafael tira um pacotinho do bolso.
Rafael: Quer uma Bolete?
Tati, a Arco Irish: Ah! É você que está distribuindo essas balinhas? Hã... eu quero uma sim...
(...) (um silêncio para Tati se deliciar com a primeira sensação da bala na boca)
Tati, a Arco Irish: Na igreja do meu pai em São Bernardo tinha uma velhinha que dava bala pra gente. Um dia ela morreu.

Imaginem o que eu senti ao ouvir isso. Eu não sabia onde ela queria chegar com a história, mas ela matou a coitada da bondosa velhinha na primeira oportunidade. O que se esperar da Tatiana Koschelny? De agora em diante eu não espero mais nada.
Eu me diverti pra caramba com esse momento e por indicação dela estou registrando. O Ricardo disse que hoje a graça é achar graça em coisas sem sentido. Pois é, muitas vezes não há sentido no que a Tati diz... hehehe...

Sem sentido é o meu comportamento, não é? Eu, que ontem estava desamparado, estou bem melhor hoje. E o incrível é que não vi quem eu queria. Talvez eu não funcione como eu pensava e deva levar em conta outros fatores. Talvez sim.
Se possível, continuem a orar (pelo menos), pois sei que mais cedo ou mais tarde o problema volta e estarei chorando novamente em frente à tela de computador (triste isso, não?).

" Gives me hope when I can't believe. "

terça-feira, novembro 28, 2006

Um turbilhão de coisas dentro de mim

Bon soir! Não sei que horas você lerá essa postagem, mas agora já é madrugada em meu relógio e o dia 28 já começou.
Não consegui dormir e nem continuar a ler o texto de Aristóteles. O problema não é o calor que me fez ligar o ventilador depois de 6 meses morarando nessa nova casa, não é tal fato que me incomoda.
Realmente gostaria de continuar com a desculpa de que tenho dificuldades por fatores externos (doença, dinheiro, as pessoas não gostam de mim, ou algo do tipo), seria muito mais fácil de explicar a minha situação. Curioso que eu me peguei pregando que seria muito mais fácil viver em um mundo todo dicotômico e maniqueísta. As coisas só teriam 2 lados. Não seria bom? Não... com certeza não... Mas é muito mais fácil pensar dessa meneira.
Voltando ao que não consigo explicar. Muitas coisas me afetam durante o dia e meu desgaste é inevitável, porém o meu mal sou eu mesmo. Ainda não sei o porquê. Desde o começo do ano passado eu não sou eu mesmo (sentimentos afloraram, experiências surgiram) e acho que não assimilei os novos parâmetros. Estou errado de querer voltar? O amadurecimento passa pelo fato que devo aceitar os erros e seguir em frente? Os malditos erros que ficam martelando a minha cabeça, que vão desde um "oi" mal dado àquela garota bonita até a falta de consideração que tive quando os amigos mais precisaram. Todos eles continuarão a me atormentar?

Hoje eu tive uma experiência bem complicada. Um pulga pulou para detrás de minha orelha e comecei a inferir coisas que podem muito bem não ser verdade, mas o problema reside no fato da inveja criar raiz no meu coração, o que me fez voltar mais cedo para casa e esquecer de alguns comprissos. Novamente meu coração se endureceu. Retomando um pouco o título da postagem anterior, eu não sei quando vou parar de agir assim. Aristóteles (esse grego mesmo que você está pensando) diz em um de seus textos que "quando gostamos muito de uma coisa não nos dedicamos a qualquer outra.". Fiquei imaginando quais conseqüências essa afirmação tem sobre a minha vida. Eu não gosto de ser responsável? Eu não gosto de chegar no horário? Ou pior... Eu gosto de ser grosso com as pessoas? Eu gosto de me fechar nesse casulo e sofrer a cada erro? É provável que o filósofo esteja certo, mas algo que realmente eu tenho certeza é de eu quero mudar, quero viver de novo, ser sociável e deixar que as pessoas percebam o que eu sinto.
Viram o que me abala? Da mesma forma que não costumo falar mais de Deus por estar em falta com Ele, eu não me acho apto a fortalecer alguns relacionamentos. As vezes acho que as pessoas não merecem conviver com os meus problemas. Sei que em muitos casos preciso de ajuda, mas se ainda não há intimidade eu me resguardo para não comprometer a outra pessoa. Novamente estou errado, não estou?
Você, leitor(a) (espero que esse a não seja colocado aí a tôa), não tem obrigação nenhuma sobre a minha vida. Se eu permito que leia algumas das minhas intimidades sem eu nem saber quem você é, eu não posso te cobrar nada. Contudo, eu lhe peço ajuda, seja lá qual for a forma, nem que seja apenas uma oração.

Enquanro isso acho que vou procurar ajuda psicológica com algum profissional. Os 18 anos que morei com Dona Rebeca precisam ser superados e esse meu preconceito idiota deve ser quebrado. Não estou doente, mas tenho medo de ficar.

Bonne nuit pour vous!

" I need love. "

sábado, novembro 18, 2006

Queria poder parar

Não linguem para o título. As minha lutas internas ainda não podem ser reveladas, eu tenho que consertar muita coisa. O problema é que eu não sei por onde eu começo. Alguns indicariam uma mentira, mas isso não funcionou (sim, eu menti, podem me jogar na fogueira se quiserem. Sempre gostei da companhia da Jeanne D'arc) (aliás, uma garota corajosa essa francesinha). Dizer a verdade vai parecer que eu sou um crápula sem consciência. Acho que meus valores estão distorcidos. Eu não era assim.
Eu fico me comparando o tempo todo. Uma hora é para dizer que nunca tive tanta consciência das coisas em minha volta como agora. Outra hora é para dizer que eu era muito mais sensível e companheiro do que agora. Eu realmente não sei o que fiz para as pessoas gostarem de mim. Sempre fui um tremendo bicho do mato e nunca correspondi as espectativas sociais. Há alguns anos atrás eu não fazia nada para agradar as pessoas. Nem a minha mãe. Sempre que eu fazia alguma coisa de trabalho doméstico era consciente que isso ajudaria ela e se eu não fizesse ela ficaria mais cansada. Era uma ajuda que eu podia fazer. Entendo que quando eu deixava de fazer alguma coisa que ela me pediu (muitas vezes por puro esquecimento), era uma forma de mostrar que as vezes eu não não estava preocupado com a situação dela (que filho mais desalmado que eu sou).
Hoje, no dia em que estou suando bicas, eu queria que as coisas fossem diferentes. Muito diferentes. Não quer dizer que eu queria estar na França ao lado de uma brasileira, não quer dizer que eu quero sentir frio em dezembro. O meu querer é suar bicas me importando, brigando com a minha condição, me trazendo para a realidade, combatendo os maus hábitos e mantendo uma distância boa das oportunidades de fazer bobagem. Eu só preciso de um pouco do meu antigo "eu". Do Rafael amoroso, do cara que não fica fugindo das responsabilidades, que criou amizades inesperadas em tantos lugares.
Sei que estou misturando muitas coisas nessa postagem. Uma coisa é as minhas situações afetivas, que estão capengando, quase mortas, e outra coisa são as minha lutas por resposabilidade de decência na minha faculdade. Estou tão largado que realmente estou me sentindo de férias. Podem me falar qualquer coisa, mas eu acho um absurdo.

Por falar em afetividade, contarei um pouco dos meus casos de paquera. Existe uma regra na minha vida. Não sei precisar se é uma maldição ou é simplesmente uma regra e que acontece com todo o mundo. O que se passa é que se eu estou paquerando alguém eu não posso sonhar com essa pessoa. Não importa o que acontece no sonho. Basta ela aparecer no sonho. Incrível. Tanto que as vezes que eu fiquei com alguma garota que eu estava de olho tudo aconteceu sem que eu sonhasse e tudo desmoronou depois que eu sonhei. Bobagem? Talvez. Talvez seja piração da minha cabeça, talvez não. Quem vai saber? Eu só quero saber quem vai quebrar essa regra. Eu não tenho poder nenhum sobre isso.
Mas acho que o mais triste é que eu sonhei com a garota que estava afim. Nessa semana eu sonhei alguma coisa com orkut e ela. Sabemos que há tanta bobagem em sonhos, mas a história é tão doida que sonhei que estava levando um fora dela pelo orkut. Onde já se viu?

E eu disse para vocês não ligarem para o título. Eu precisava desabafar mesmo...


" Eu nunca mudei, eu só não estou igual ao que conhece. "

terça-feira, novembro 14, 2006

Aproveitando o tempo para uma análise

Fiquei em Ribeirão Preto forçadamente para cuidados médicos. Nesse tempo remexi nas minhas coisas mais antigas que guardo e que pretendo mostrar para meus netos: meus albúns de figurinha e as agendas de anotações.
Essa minha antiga agenda (de 1996, exatos 10 anos atrás) está judiada como todas as coisas que o tempo corroe, mas está tão próxima do que eu quero ser (ou voltar a ser) que me enche de emoção ao pensar nela. Mas a agenda Furukawa 1996 não é o assunto da postagem e sim o seu conteúdo mais recente.
Lembranças do show que vi na Ilhabela em julho desse ano me inspiaram. Agora a pouco vi o clipe da música "Ai... ai... ai..." da boa cantora Vanessa da Mata. O clipe não é tão belo e a música não é a melhor de seu repertório, mas me fez pensar no que está no meu imaginário.
O que é Ilhabela para mim? Além de um lugar para as férias e um maravilhoso exemplo da gealogia de Deus que faz as "montanhas se erguerem" diante dos meus olhos? Agora eu tenho um pouco de consciência.
Semana de Vela de Ilhabela é o tempo mais interessante de todo o inverno (a agitação do verão não é de se jogar toda fora) e tudo de "alto" valor se agrega ali. A vezes digo: "eu não ligo para dinheiro". Porém a verdade é que eu substituo um status por outro.
Eu super valorizo aqueles lindo barcos e as pessoas que os conduzem. Elas são muito ricas, dirigem carros Mercedez que eu nunca vejo em outros lugares, andam de casaco de tactel, tomam café lendo alguma revista importada no "Ponto das Letras" e adoram ver show do estilo da Vanessa da Mata.
Tão bacana quanto achei que essa pequena análise ficaria (quanta petulância cabe em mim?) eu acho esses elementos. Um ar europeu de pronuncia neoaristocrática tropical impregna o ambiente e me leva junto como uma onda. Não sei da onde eu tirei esse fascínio, mas sempre que tenho contato com algo do tipo meus olhos brilham. Eu que sempre lutei contra os burgueses ignorantes da minha terra e ainda tenho nojo do estilo de vida que eles têm, relevo o mesmo padrão quando este usa uma roupagem paulistana ou, até mesmo, européia. Incrível, não? E Vanessa da Mata é símbolo disso tudo. Uma cantora de lirísmo hedonista e culto revela tudo o que "gostaria" (uso aspas pois não controlo esse querer) de possuir e ser. Tal situação sempre existiu. Porém isso não me exime de ter todos os defeitos que esse grupo possui. Sou arrogante em muitos casos, desleixado com o meu próximo e super valorizo muitas coisas visuais que de nada valem em troca do caráter da pessoa. Uma pena, não? Também acho.

Alguns aspectos desse meu "gosto" se mostra nas minhas preferências de garotas, de música ou de roupas. Mesmo que eu acabe não usando essa "alta" cultura é como se ela estivesse em um pedestal para mim e minha admiração por ela é muito grande.
O problema está apresentado, mas qual é a solução? Você é capaz de me dizer?

" Eu sou um hardcore de boutique? Tenho quase certeza que sim. "