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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

terça-feira, novembro 28, 2006

Um turbilhão de coisas dentro de mim

Bon soir! Não sei que horas você lerá essa postagem, mas agora já é madrugada em meu relógio e o dia 28 já começou.
Não consegui dormir e nem continuar a ler o texto de Aristóteles. O problema não é o calor que me fez ligar o ventilador depois de 6 meses morarando nessa nova casa, não é tal fato que me incomoda.
Realmente gostaria de continuar com a desculpa de que tenho dificuldades por fatores externos (doença, dinheiro, as pessoas não gostam de mim, ou algo do tipo), seria muito mais fácil de explicar a minha situação. Curioso que eu me peguei pregando que seria muito mais fácil viver em um mundo todo dicotômico e maniqueísta. As coisas só teriam 2 lados. Não seria bom? Não... com certeza não... Mas é muito mais fácil pensar dessa meneira.
Voltando ao que não consigo explicar. Muitas coisas me afetam durante o dia e meu desgaste é inevitável, porém o meu mal sou eu mesmo. Ainda não sei o porquê. Desde o começo do ano passado eu não sou eu mesmo (sentimentos afloraram, experiências surgiram) e acho que não assimilei os novos parâmetros. Estou errado de querer voltar? O amadurecimento passa pelo fato que devo aceitar os erros e seguir em frente? Os malditos erros que ficam martelando a minha cabeça, que vão desde um "oi" mal dado àquela garota bonita até a falta de consideração que tive quando os amigos mais precisaram. Todos eles continuarão a me atormentar?

Hoje eu tive uma experiência bem complicada. Um pulga pulou para detrás de minha orelha e comecei a inferir coisas que podem muito bem não ser verdade, mas o problema reside no fato da inveja criar raiz no meu coração, o que me fez voltar mais cedo para casa e esquecer de alguns comprissos. Novamente meu coração se endureceu. Retomando um pouco o título da postagem anterior, eu não sei quando vou parar de agir assim. Aristóteles (esse grego mesmo que você está pensando) diz em um de seus textos que "quando gostamos muito de uma coisa não nos dedicamos a qualquer outra.". Fiquei imaginando quais conseqüências essa afirmação tem sobre a minha vida. Eu não gosto de ser responsável? Eu não gosto de chegar no horário? Ou pior... Eu gosto de ser grosso com as pessoas? Eu gosto de me fechar nesse casulo e sofrer a cada erro? É provável que o filósofo esteja certo, mas algo que realmente eu tenho certeza é de eu quero mudar, quero viver de novo, ser sociável e deixar que as pessoas percebam o que eu sinto.
Viram o que me abala? Da mesma forma que não costumo falar mais de Deus por estar em falta com Ele, eu não me acho apto a fortalecer alguns relacionamentos. As vezes acho que as pessoas não merecem conviver com os meus problemas. Sei que em muitos casos preciso de ajuda, mas se ainda não há intimidade eu me resguardo para não comprometer a outra pessoa. Novamente estou errado, não estou?
Você, leitor(a) (espero que esse a não seja colocado aí a tôa), não tem obrigação nenhuma sobre a minha vida. Se eu permito que leia algumas das minhas intimidades sem eu nem saber quem você é, eu não posso te cobrar nada. Contudo, eu lhe peço ajuda, seja lá qual for a forma, nem que seja apenas uma oração.

Enquanro isso acho que vou procurar ajuda psicológica com algum profissional. Os 18 anos que morei com Dona Rebeca precisam ser superados e esse meu preconceito idiota deve ser quebrado. Não estou doente, mas tenho medo de ficar.

Bonne nuit pour vous!

" I need love. "

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

eu oro por vc

2:48 PM  

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