Curiosidades desses tempos
Sim. Continuo bem.
Até quando? Não sei, realmente não sei.
Se eu sei o que quero daqui em diante? Também não. A minha confusão mental de semanas atrás ainda trás reflexos. Estou à deriva. Meu humor está constante, sem aqueles picos que tive, mas meu destino já não me pertence. Nem penso muito nele. Tirando os planos para a feitura da matéria do telejornal e a possível mudança de casa não há planos, muito menos projeções. Aprendi (ou fizeram isso por mim?) a tirar essa expectativa sedenta que tomava conta de meu ser a cada instante. Antes fazia projeções de tudo. Perdi tempos e tempos pensando em como seriam as coisas e não vivia. Errava ao colocar tanto peso nas coisas. As coisas tem que ser naturais, bem naturais. As pessoas tem que ser elas mesmas, sem forçar a barra. Assim como eu devo ser também.
Descobri agora pouco que eu xingo Baurux sem ter razão. Na minha própria rua, em Ribeirão Preto, a iluminação é com aquelas antigas luzes brancas. Elas não iluminam quase nada, a não ser elas mesmas.
Outra descoberta foi que a casa de meus pais já funciona em outro ritmo. Eles não ensinaram a minha irmã a dirigir. Nem uma aula se quer. No meu tempo (2 anos atrás) isso não aconteceria. Sei que não sou privilegiado por ser o primogênito, eles nos tratam de forma muito parecida. Acho que o tempo de cuidar dos filhos já está passando. Mas mesmo assim minha irmã é cara de pau. Quando ela reclamou sobre isso se esqueceu que meu avô deu aula pra ela (e não me deu) escondido dos meus pais. Onde já se viu isso?
Esqueci minha câmera fotográfica em São Carlos na casa da minha tia. Como castigo ela só devolverá quando ela vier pra casa dos meus avós em Ribeirão Preto. Enquanto isso Baurux está florida com alguns belos ipês roxos (ou rosas). Uma pena, eu não poderei tirar nenhuma foto legal.
Tenho que deixar meu orgulho de lado e conviver com as pessoas. Estar próximo delas. Me entregar sem ter medo do que poderá acontecer. Não digo isso em relacionamentos amorosos, digo para as amizades mesmo. Tenho que pedir desculpas, tenho que dizer bom dia, tenho que chamar a atenção daqueles que passam por mim e não me enxergam (já me disseram que não me enxergar é muito fácil). Tenho que fazer parte da vida das pessoas. Talvez por isso queira mudar de casa. Sei lá.
Viram? Continuo sem saber nada.
"Si Tu N'étais Pas Lá"
Até quando? Não sei, realmente não sei.
Se eu sei o que quero daqui em diante? Também não. A minha confusão mental de semanas atrás ainda trás reflexos. Estou à deriva. Meu humor está constante, sem aqueles picos que tive, mas meu destino já não me pertence. Nem penso muito nele. Tirando os planos para a feitura da matéria do telejornal e a possível mudança de casa não há planos, muito menos projeções. Aprendi (ou fizeram isso por mim?) a tirar essa expectativa sedenta que tomava conta de meu ser a cada instante. Antes fazia projeções de tudo. Perdi tempos e tempos pensando em como seriam as coisas e não vivia. Errava ao colocar tanto peso nas coisas. As coisas tem que ser naturais, bem naturais. As pessoas tem que ser elas mesmas, sem forçar a barra. Assim como eu devo ser também.
Descobri agora pouco que eu xingo Baurux sem ter razão. Na minha própria rua, em Ribeirão Preto, a iluminação é com aquelas antigas luzes brancas. Elas não iluminam quase nada, a não ser elas mesmas.
Outra descoberta foi que a casa de meus pais já funciona em outro ritmo. Eles não ensinaram a minha irmã a dirigir. Nem uma aula se quer. No meu tempo (2 anos atrás) isso não aconteceria. Sei que não sou privilegiado por ser o primogênito, eles nos tratam de forma muito parecida. Acho que o tempo de cuidar dos filhos já está passando. Mas mesmo assim minha irmã é cara de pau. Quando ela reclamou sobre isso se esqueceu que meu avô deu aula pra ela (e não me deu) escondido dos meus pais. Onde já se viu isso?
Esqueci minha câmera fotográfica em São Carlos na casa da minha tia. Como castigo ela só devolverá quando ela vier pra casa dos meus avós em Ribeirão Preto. Enquanto isso Baurux está florida com alguns belos ipês roxos (ou rosas). Uma pena, eu não poderei tirar nenhuma foto legal.
Tenho que deixar meu orgulho de lado e conviver com as pessoas. Estar próximo delas. Me entregar sem ter medo do que poderá acontecer. Não digo isso em relacionamentos amorosos, digo para as amizades mesmo. Tenho que pedir desculpas, tenho que dizer bom dia, tenho que chamar a atenção daqueles que passam por mim e não me enxergam (já me disseram que não me enxergar é muito fácil). Tenho que fazer parte da vida das pessoas. Talvez por isso queira mudar de casa. Sei lá.
Viram? Continuo sem saber nada.
"Si Tu N'étais Pas Lá"

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