.comment-link {margin-left:.6em;}

Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

terça-feira, abril 04, 2006

Sete anos

"Abraçada ao seu caderno espiral
pouco antes do inverno era frio
mas fazia sol
Quando veio já pegou na minha mão
foi tão bom te encontrar ali no meio
da multidão
Te conheci e morri de rir da tua risada
mal percebi e além de ti
lá não via mais nada
Te conheci e morri de rir da tua risada
mal percebi e além de ti
lá nao via mais nada
Nosso amor já sabe ler e escrever
Já é grande o bastante pra deixar a gente viver
Te conheci e morri de rir da tua risada
mal percebi e além de ti
lá não via mais nada"

AH! como eu queria ser esse garoto aos sete anos. Uma paixão simples... um amorzinho inocente. Reações espontâneas e verdadeiras. Mas isso já não me é mais possível. Meus sete anos já se foram há um bom tempo. As barreiras que existem serão cada vez maiores com o passar dos anos. Sim, claro. Você tem razão quando diz que a experiência será maior e nos fará melhores, mas as barreiras que separam os meninos dos homens aumentará até ganhar a mais alta das alturas. Nos esconderemos atrás de diversos defeitos e máscaras e não viveremos o que podemos viver: algo livre e belo à luz da verdade. As atitudes se cristalizam. Elas se tornam rígidas e intransigentes. Não agiremos de acordo com o que queremos pois temos medo. Medo do outro saber das nossas fraquezas. Medo do outro não poder nos satisfazer. Medo do outro nos ferir. Medo do outro não seber lidar com os nossos desejos e não nos desejar. Medo de que tudo seja em vão. Medo do outro ser como nós e estar passando pelos mesmos problemas. Medo de deixar tudo na mão do Altíssimo e descansar em paz.
AH! como eu queria ter sete anos.

" Eu não suporto mais andar só pelo jardim. Eu errei mais uma vez. "