No limiar do precipício
Só queria registrar uma cena muito curiosa que aconteceu comigo nessa última noite de sábado e que faz uma analogia com o meu momento. Estava eu na casa de um amigo que mora do outro lado de Ribeirão Preto. Quando iriamos usar seu computador para ver se a garota de quem ele estava afim tinha lhe mandado um email. No momento em que estavamos ligando a internet caiu a força. Fiquei por lá mais alguns minutos conversando e vendo tecnologias nos celulares alheios. Sem ter voltado a luz resolvi voltar para casa. Com tudo escuro pelo caminho resolvi passar pelo centro da cidade. Passei pela primeira rua que poderia subir e não entrei nela. Entrei sim na segunda opção: rua Campos Salles. Ela cruza uma parte toda residencial do centro que é repleta de belos prédios e grandes apartamentos. Ali já havia luz, mas percebi que estava no limite do blackout. Apartir da rua Rui Barbosa (a um quarteirão da onde eu passava) tudo estava escuro. Um breu inebriante e intrigante. Toda vez que estava em um cruzamento queria ver a escuridão que me estava tão próxima. Até que chegou em um desses e vi somente o semáforo verde, somente uma bola verde pendurada naquele negro profundo (sim, eu estava cruzando no vermelho) como se estivesse me dizendo que o caminho estava aberto. Nesse mesmo momento comecei a pensar em como estava a minha vida. Me senti perfeitamente encaixado à situação e ao contexto. Tenho vivido no limiar do precipício preste a cair na escuridão profunda. Para eu despencar no mais fundo poço falta pouco. Mas por enquanto caminho na luz (ou ela ainda me acompanha), como eu estava dirigindo na Campos Salles.
Tenho medo de sem perceber ir para esses escuro e de lá nunca mais sair. Tenho medo de ser atraído para essa inebriante falta de qualquer luz ou cor. Apesar de tudo contra, ela se mostra prazerosa, misteriosa, convidativa e receptiva. Sei. Isso eu sei. É tudo pura ilusão. Nela nos perdemos, nos cegamos, fazemos bobagens desesperadas para fugir dessa situação. E ainda assim ela nos chama a atenção. Incrível.
O final das contas? Não sei. É algo que estou vivendo e tenho que deixar nas mãos de quem entende. E eu tenho uma leve idéia de quem entende. Ele entrende de muitas coisas. Muitas mesmo.
" Se vissemos através do véu do tempo escolheriamos aquilo que Deus nos oferece hoje. "
Tenho medo de sem perceber ir para esses escuro e de lá nunca mais sair. Tenho medo de ser atraído para essa inebriante falta de qualquer luz ou cor. Apesar de tudo contra, ela se mostra prazerosa, misteriosa, convidativa e receptiva. Sei. Isso eu sei. É tudo pura ilusão. Nela nos perdemos, nos cegamos, fazemos bobagens desesperadas para fugir dessa situação. E ainda assim ela nos chama a atenção. Incrível.
O final das contas? Não sei. É algo que estou vivendo e tenho que deixar nas mãos de quem entende. E eu tenho uma leve idéia de quem entende. Ele entrende de muitas coisas. Muitas mesmo.
" Se vissemos através do véu do tempo escolheriamos aquilo que Deus nos oferece hoje. "

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