.comment-link {margin-left:.6em;}

Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

quinta-feira, junho 22, 2006

Um gosto amargo na boca

Sinto um gosto amargo na boca.
Muitas coisas perderam o sentido para mim. Estou rindo com um bobo sem ter alegria.

"Eu não quero mais mentir
Os ares frios só causam dor."


Quero rir como ri hoje tendo consciência e vendo uma razão para isso. Quero estar alegre naturalmente.

Perdi a vontade de fazer muitas coisas. E essa máquina, na qual eu digito essas palavras, tem me feito muito mal.
Pior. Ganharei uma da minha tia. Claro que será somente para a nova casa, mas acho que preciso de muito mais tempo longe delas do que todos imaginam.
As vezes me sinto ativo, me sinto vivo. Logo depois percebo que tudo isso não tem feito sentido. Me animo com a minha mudança (e me animo bastante), mas está faltando algo. Algo grande. Muito grande. O que é? Você sabe o que é. Você também sente o que eu sinto. Somos todos humanos com um vazio, necessitando dEle.

Oras! Quem me dirá que não tenho razão no que eu falo? Sei que estou mudando. Estou mudando mesmo. Porém não posso mudar dessa forma, sozinho, sem Ele. Eu sei disso. Mas eu tenho feito exatamente isso, e isso não é nada bom.
Eu ia escrever sobre a viagem que fizemos ao Rio de Janeiro. Talvez eu escreva sobre o domingo. Falar dele vale realmente a pena, mas estou cansado e sem vontade. Está errado isso. Podem falar o que quiserem mas está errado. Senão não me sentiria tão mal assim.

Porque derepente me sinto tão mal assim? Porque as vezes acho que a minha vida deve terminar? Porque não volto pra Deus? Porque? Porque?

Sim... eu sei. Você não vai me ajudar. Não tem como me ajudar, pelo menos eu acho. Se tiver, estarei aberto a sugestões.

"You're frozen when your heart's not open"

quarta-feira, junho 14, 2006

Coisas de Véspera de Feriado

- Acho que já consigo identificar as pessoas naturais de Bauru. Elas tem algumas características em comum. Quais são? Não sei classificar muito. São detalhes curiosos. Na maioria são homens "gordo-fortinhos" e mulheres corpulentas.

- Acabei de perder o ônibus Isaura P. Garmes que me levaria para a rodoviária. Assim, conseqüentemente perdi o ônibus da Ril que me levaria para Ribeirão Preto. Resumo da história? Não almoçarei com a minha família.

- Enquanto eu chegava atrasado ao ponto de ônibus essa manhã avistei uma garota de mala na avenida. Logo pensei: "Poxa! Não sou o único que perdeu o ônibus essa manhã." Mas não era esse o caso. Logo vi que era alguém conhecido. Tatiana era a garota (oras, a de psico!) (não comecem com essa piadinha vocês também!). Ela estava no horário. Talvez até adiantada. Hoje ela estava pontual e eu atrasado. As coisas não costumam ser assim.
Não. Ela não me viu.

- Quando estou sozinho em casa gosto de cantar o mais alto possível as músicas que ouço. Treinar a voz. Será que os vizinho me acham maluco? Será que meu canto agrada? Não é gregoriano mas procuro ser afinado.

- O número antigo do celular da minha irmã voltou a funcionar. Duas ligações foram perdidas ontem a tarde. Algum desavisado cujo número eu não me preocupo em saber. É. Estou diferente. Não gosto do meu novo eu. (Plínio que o diga)

- Estou para me mudar. Sairei do Villa Verde depois de 2 anos e meio. Foi bom a estada aqui, mas já não dava mais pra continuar. Irei para o meio do mundo (unespiano). Só não ficarei perto da faculdade e de pessoas queridas que conheci esse ano. Mas isso eu resolvo. Sempre gostei de andar com a Biciclon. Não será problema pra eu chegar nesses lugares.

- Nesse novo lugar vou morar com a Tati. Sim... a de psico. Mas também a da minha sala. Isso vai dar te nó na cabeça? Imagine como ficará a minha. Ou a delas. Acho que vai ser legal minha nova moradia. Espero que algumas lembranças e frustrações não atrapalhem as coisas.

- Nessa terça descobri que um grande amigo foi enganado por mais de mês por uma garota. Ela não é nada resolvida (mas me diga, quem é?) com o seu passado e ficou enrolando o pobre do garoto. Deu bola, chamou pra fazer um monte de coisa junto e sempre quis ele por perto. O que ela tem na cabeça? Não, ela não se chama Bárbara.

" Ò Bárbara, não maltrate meu amigo! "

domingo, junho 11, 2006

Decidi!

Está decidido! Esquecerei. Esquecerei que tudo aconteceu. Esquecerei e procurarei outras coisas.
Não há como continuar da forma que está. Terei que esquecer de qualquer maneira. O mês de julho ajudará (espero!). Algumas viagens me farão bem.

" Eu sei que você vê tudo o que eu faço. Eu sei que você lê tudo o que eu escrevo. Escrevo pra você. "

sábado, junho 03, 2006

Curiosidades desses tempos

Sim. Continuo bem.
Até quando? Não sei, realmente não sei.
Se eu sei o que quero daqui em diante? Também não. A minha confusão mental de semanas atrás ainda trás reflexos. Estou à deriva. Meu humor está constante, sem aqueles picos que tive, mas meu destino já não me pertence. Nem penso muito nele. Tirando os planos para a feitura da matéria do telejornal e a possível mudança de casa não há planos, muito menos projeções. Aprendi (ou fizeram isso por mim?) a tirar essa expectativa sedenta que tomava conta de meu ser a cada instante. Antes fazia projeções de tudo. Perdi tempos e tempos pensando em como seriam as coisas e não vivia. Errava ao colocar tanto peso nas coisas. As coisas tem que ser naturais, bem naturais. As pessoas tem que ser elas mesmas, sem forçar a barra. Assim como eu devo ser também.
Descobri agora pouco que eu xingo Baurux sem ter razão. Na minha própria rua, em Ribeirão Preto, a iluminação é com aquelas antigas luzes brancas. Elas não iluminam quase nada, a não ser elas mesmas.
Outra descoberta foi que a casa de meus pais já funciona em outro ritmo. Eles não ensinaram a minha irmã a dirigir. Nem uma aula se quer. No meu tempo (2 anos atrás) isso não aconteceria. Sei que não sou privilegiado por ser o primogênito, eles nos tratam de forma muito parecida. Acho que o tempo de cuidar dos filhos já está passando. Mas mesmo assim minha irmã é cara de pau. Quando ela reclamou sobre isso se esqueceu que meu avô deu aula pra ela (e não me deu) escondido dos meus pais. Onde já se viu isso?
Esqueci minha câmera fotográfica em São Carlos na casa da minha tia. Como castigo ela só devolverá quando ela vier pra casa dos meus avós em Ribeirão Preto. Enquanto isso Baurux está florida com alguns belos ipês roxos (ou rosas). Uma pena, eu não poderei tirar nenhuma foto legal.
Tenho que deixar meu orgulho de lado e conviver com as pessoas. Estar próximo delas. Me entregar sem ter medo do que poderá acontecer. Não digo isso em relacionamentos amorosos, digo para as amizades mesmo. Tenho que pedir desculpas, tenho que dizer bom dia, tenho que chamar a atenção daqueles que passam por mim e não me enxergam (já me disseram que não me enxergar é muito fácil). Tenho que fazer parte da vida das pessoas. Talvez por isso queira mudar de casa. Sei lá.
Viram? Continuo sem saber nada.

"Si Tu N'étais Pas Lá"