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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

domingo, abril 30, 2006

Um momento de pausa

(Pausa)









(Intensa pausa)



Querendo que as coisas se encaixem da exata maneira que eu quero. Sei que isso não acontece e nunca acontecerá. Sempre há a vontade do outro e das outras. Nunca poderei controlá-los e se isso acontecesse a vida não seria vida e tudo seria uma grande de uma chatice.
Por enquanto eu espero. Penso em muitas coisas nesse meio tempo, mas espero.

" 'Virava e mexia' e 'bacana' são duas coisas que eu tenho usado muito. "

terça-feira, abril 18, 2006

Quando?

Para todos os que lêem essa página quase fantasma (das 22 entradas registradas pelo novíssimo contador instalado há pouco tempo umas 15 entradas foram minhas) quero dizer que estou em um deserto. Estou em um momento muito complicado em minha vida. Não sei ao certo como sairei, não sei porque eu não mudo tudo e resolvo meu problema, eu só sei que escolhas muito erradas me colocaram nessa situação já anunciada. Estive em um deserto no começo do ano (quando digo deserto quero dizer um lugar onde eu me afasto das pessoas, me torno insenssível, e longe de Deus. Em suma meu coração se endurece) e isso me incomodava muito. Eu buscava a Deus e não conseguia ter um relacionamento legal com Ele. Eu não estava legal. Me sentia mal comigo mesmo e com as pessoas a minha volta. Sentia que não estava sendo eu mesmo e que não estava me dedicando como devia as outras pessoas. Eu não era assim e não quero ser assim. Sei que é ótimo ter um bom relacionamento com o meu Deus e com os meus amigos.
Esse primeiro período acabou umas semanas atrás, mas um novo período de secas e caminhadas no deserto me foi anunciado. Minutos antes de eu cometer um erro enorme. Meu coração se endureceu de tal forma que nunca tinha visto e está dessa forma até hoje. Estou mal.
E isso as pessoas não percebem? Não vêem que eu não sou a mesma pessoa? Preciso mudar o cabelo para isso? Preciso matar uma plantinha pra se aperceberem? Meu Deus! Eu grito e grito nessa página pois eu sou incapaz de me abrir do jeito que devia. Tenho perdido o sono. Vocês conseguem entender que a única coisa que me mantinha acordado era comida. Talvez nem isso. Já dormi mascando chiclete. E agora eu não consigo dormir. Viram? Não estou bem. Nada bem.
Me ajudem! Por favor!

Pequenas notas vindas de Bangaladesh que não se aperceberam do meu problema:

- O Cacá de rádio tem um lista enorme de mp3 e disponibilizou na internet. Interessante isso. A lista tem uns negócios legais. http://portocapital.br.tripod.com/playliste.html . São exatas 66 horas e 12 segundos em 1204 músicas.

- Ao ouvir "Garotos Podres" percebi que o Gigio é um personagem que escapou da música "Expulsos do bar". E pensar que ele não bebia antes de vir pra Bauru.

- Eu pretendo nunca mais pegar o ônibus da RIL, empresa que faz Ribeirão Preto - Bauru. É uma empresa monopolista de sistemas burros e funcionários de mesma mentalidade. Quem me ajuda a alcançar esse objetivo?

" Mau com u ou mal com l? "

quarta-feira, abril 12, 2006

Pequenas coisas

O que te alegra? Um carro novo? Um emprego melhor em um lugar que tenha ar condicionado? Uma casa maior? Um presente de aniversário da última moda? Ou o final de uma noite com a sua namorada? Sim... isso eu sei. São todos exemplos de atitudes egoístas e superficiais. Você nunca se prenderia somente nisso, não é verdade? Talvez tudo isso possa nos proporcionar momentos muito agradáveis, não discordo disso. Mas será que esses fins nos são as verdadeiras razões de nossa alegria? Ou que eles realmente nos proporcionam os momentos mais agradáveis de nossas vidas? Onde se encaixam o resto de nossas vidas? São apenas instantes de ansiedade que esperam le grand fin?
Hoje vivi o oposto desta visão de vida. Pude ver que uma pequena coisa pode alegrar um dia inteiro. Uma coisinha de nada, um simples oi, algo rápido. Fui verificar os meus emails quando vejo algo muito inusitado. Um email há muito tempo esperado. Era uma resposta. O título indicava isso. Era um email respondido de outro email. Não me lembro exatamente quando havia enviado, mas sabia que já fazia mais de ano que não recebia nada dela. Nem um oi, nem um tchau. Fiquei muito surpreso e contente. Desde janeiro do ano passado que não recebia notícias dessa amiga que viajara pra França (ela me inspirou a fazer francês) e não tinha mais esperanças de receber nada. Nesse período fiz planos de procura-la quando eu voltasse a cidade dela. Mas acabei não indo. Acho que ela foi mais rápida. No email não estava escrito quase nada. Ela perguntava como eu estava, dizia que estava sem tempo e mandava um oi. Na terceira linha comentou que fazia muito tempo que não nos falavamos. Por fim escreveu b (junto com o nome dela) para indicar beijos (eu acho).
Tão bobo, não? Mas que me fez tão feliz hoje. Me deixou tão contente. Não sei se a verei novamente nesta terra. Não sei se ela responderá o email resposta que mandei. Não sei se terei reais notícias dela. Talvez. Só sei que nada queimará a alegria que senti hoje, que de tão única se faz muito mais do que algo tolo.

" Imaginei te encontrando num cruzamento de uma avenida. Nós dois à pé e em sentidos contrários. Cruzamos olhares e nos reconhecemos, mais velhos. Mas de tão rápida a vida não temos tempo de nos falarmos e assim nunca mais nos encontramos novamente. "

terça-feira, abril 04, 2006

Sete anos

"Abraçada ao seu caderno espiral
pouco antes do inverno era frio
mas fazia sol
Quando veio já pegou na minha mão
foi tão bom te encontrar ali no meio
da multidão
Te conheci e morri de rir da tua risada
mal percebi e além de ti
lá não via mais nada
Te conheci e morri de rir da tua risada
mal percebi e além de ti
lá nao via mais nada
Nosso amor já sabe ler e escrever
Já é grande o bastante pra deixar a gente viver
Te conheci e morri de rir da tua risada
mal percebi e além de ti
lá não via mais nada"

AH! como eu queria ser esse garoto aos sete anos. Uma paixão simples... um amorzinho inocente. Reações espontâneas e verdadeiras. Mas isso já não me é mais possível. Meus sete anos já se foram há um bom tempo. As barreiras que existem serão cada vez maiores com o passar dos anos. Sim, claro. Você tem razão quando diz que a experiência será maior e nos fará melhores, mas as barreiras que separam os meninos dos homens aumentará até ganhar a mais alta das alturas. Nos esconderemos atrás de diversos defeitos e máscaras e não viveremos o que podemos viver: algo livre e belo à luz da verdade. As atitudes se cristalizam. Elas se tornam rígidas e intransigentes. Não agiremos de acordo com o que queremos pois temos medo. Medo do outro saber das nossas fraquezas. Medo do outro não poder nos satisfazer. Medo do outro nos ferir. Medo do outro não seber lidar com os nossos desejos e não nos desejar. Medo de que tudo seja em vão. Medo do outro ser como nós e estar passando pelos mesmos problemas. Medo de deixar tudo na mão do Altíssimo e descansar em paz.
AH! como eu queria ter sete anos.

" Eu não suporto mais andar só pelo jardim. Eu errei mais uma vez. "