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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

domingo, março 19, 2006

Por tão pouco, mas que já me é muito

Eu tenho um orgulho tão besta de achar que sou uma pessoa forte fisicamente. Sim, claro. Não sou musculoso, não sou campeão de concurso de levantar peso, mas me sinto forte, resistente. Adoeço muito pouco, aguento andar muito tempo, aguento diversas cargas de esforço sem problemas. Mas na realidade, como eu já disse, é um orgulho muito boboca. Talvez se as outras pessoas tentassem chegar ao limite eu ficaria no chinelo. Não sei.
Mas no momento estou passando por outro caso. Meu emocional foi colocado a prova. E não estou resistindo. Estou em um limbo muito estranho desde janeiro. Não sei ao certo o que está acontecendo. Sei que meus erros e mancadas estão surtindo efeito. As consequencias dos meus atos estão se mostrando. Deus me colocou em um deserto. Sei que só eu posso sair dele. Ninguém pode me tirar se eu não me mexer e puxar a mão do Pai que está estendida. Estou omisso e calado. Sofria sem o menor sentido e sozinho (até pouco tempo atrás).
Já hoje eu levei um tapa na cara. Colocava as esperanças de ajuda numa pessoa um tanto próxima. Confiava muito nela. Mas então percebi que ela também está mal. Seus problemas são maiores que os meus e ela está resistindo. Fortemente. Sei que é Deus que age na vida dela e a sustenta. Queria que a aliviasse um pouco. O fardo se parece um tanto pesado. No momento ela não pode me ajudar. Queria que eu pudesse ajuda-la. Tentarei.
Me sinto muito impotente. E essa foi a segunda vez que senti isso na semana. Uma amiga, que está passando por uma situação difícil também, chorou na minha frente e eu nada pude fazer para recupera-la. Me sinto mal com isso. Muito mal.
E por incrível que pareça eu quis ouvir Los Hermanos. Há quem diz que é música de "cortar o pulso", mas não me faz mal não.

" Mas sei que Suas misericordias se renovam a cada manhã. "

sábado, março 11, 2006

Não falarei mais nada

Não falarei mais nada. Se não for para edificar não deve sair nada mesmo da minha boca. Me desculpem Lara e Goiaba.

AH! Se alguém viu a postagem de menos de 24hs que deletei (estava muito séria) existe uma notícia boa. Ouvi explicações sobre o ocorrido e outras atitudes que me agradaram. O coraçãozinho meu se reaqueceu. Se agora ele está em paz? Acho que não. Bater mais rápido não é ter paz (Maísa que gostaria de ouvir isso). Mesmo tentando algumas coisas não mudam tão fácil.

"Deixe de ser tão inseguro. A casa está cheia de flores e você nem percebeu."

domingo, março 05, 2006

No limiar do precipício

Só queria registrar uma cena muito curiosa que aconteceu comigo nessa última noite de sábado e que faz uma analogia com o meu momento. Estava eu na casa de um amigo que mora do outro lado de Ribeirão Preto. Quando iriamos usar seu computador para ver se a garota de quem ele estava afim tinha lhe mandado um email. No momento em que estavamos ligando a internet caiu a força. Fiquei por lá mais alguns minutos conversando e vendo tecnologias nos celulares alheios. Sem ter voltado a luz resolvi voltar para casa. Com tudo escuro pelo caminho resolvi passar pelo centro da cidade. Passei pela primeira rua que poderia subir e não entrei nela. Entrei sim na segunda opção: rua Campos Salles. Ela cruza uma parte toda residencial do centro que é repleta de belos prédios e grandes apartamentos. Ali já havia luz, mas percebi que estava no limite do blackout. Apartir da rua Rui Barbosa (a um quarteirão da onde eu passava) tudo estava escuro. Um breu inebriante e intrigante. Toda vez que estava em um cruzamento queria ver a escuridão que me estava tão próxima. Até que chegou em um desses e vi somente o semáforo verde, somente uma bola verde pendurada naquele negro profundo (sim, eu estava cruzando no vermelho) como se estivesse me dizendo que o caminho estava aberto. Nesse mesmo momento comecei a pensar em como estava a minha vida. Me senti perfeitamente encaixado à situação e ao contexto. Tenho vivido no limiar do precipício preste a cair na escuridão profunda. Para eu despencar no mais fundo poço falta pouco. Mas por enquanto caminho na luz (ou ela ainda me acompanha), como eu estava dirigindo na Campos Salles.
Tenho medo de sem perceber ir para esses escuro e de lá nunca mais sair. Tenho medo de ser atraído para essa inebriante falta de qualquer luz ou cor. Apesar de tudo contra, ela se mostra prazerosa, misteriosa, convidativa e receptiva. Sei. Isso eu sei. É tudo pura ilusão. Nela nos perdemos, nos cegamos, fazemos bobagens desesperadas para fugir dessa situação. E ainda assim ela nos chama a atenção. Incrível.
O final das contas? Não sei. É algo que estou vivendo e tenho que deixar nas mãos de quem entende. E eu tenho uma leve idéia de quem entende. Ele entrende de muitas coisas. Muitas mesmo.

" Se vissemos através do véu do tempo escolheriamos aquilo que Deus nos oferece hoje. "