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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

domingo, agosto 26, 2007

Fragmentando para conquistar?

Eu me dava muito bem com textos corridos e sem muitas paradas para respiro. Parágrafos enormes e muita divagação sobre coisas que, em alguns momentos, só tinham conexões na minha cabeça. Eu percebi que deixei isso um pouco de lado nas últimas postagens. Comecei a utilizar o recurso de frases mais curtas e rápidas passagens de olho por alguns assuntos. Não sei exatamente o que me causou essa mudança e o que me fez pensar em novas opções textuais, das quais eu era contrário. Talvez a falta de aparato psicológico para montar raciocínios complexos o suficiente para dar extensão ao texto seja o motivo mais coerente. Porém, não posso colocar a culpa em um desequilíbrio de caráter pacional (eu tenho que parar de colocar mensagens subliminares nos meus textos). A verdade pode estar relacionada com a minha pesquisa de novas formas de comunicação. É correto dizer que tudo está mais dinâmico e que muitas vezes as pessoas não tem tempo para poder ler tudo o que se escreve e que, então, elas buscam textos menores. Tal tendência deu fruto à mais nova revista do Grupo Abril, a revista que se chamará "Revista da Semana". O slogan que está sendo lançado apartir de hoje através dos reclames da televisão e desde não sei quando nas outras publicações do grupo é: "Tudo o que você quer saber em menos de 1 hora por semana". Mas o que estará escrito que poderá ser lido em tão pouco tempo? Temos, para aqueles que não são adeptos da velocidade da luz, 168 horas semanais. Será que poderei ter conhecimento de qualidade adquirido em apenas 1/168 do meu tempo? Isso é para complementar as informações que adquiro vendo os telejornais? Isso é para complementar as opiniões que vêem na Veja (outra revista muito conhecida e pouco conceituada da Abril)? Agora você virá com alguns ovos (ovos e não pedras, pois esses não quebram e melecam dando motivo para risos posteriores) na mão e dirá que eu me utilizei de recursos semelhantes para me comunicar com o meu público. Bom... podemos gastar mais alguns caracteres (ou saliva) discutindo sobre as pessoas que lêem o meu blog e o que elas esperam, como podemos também voltar as questões psicológicas que me afligiram. Mas a verdade é que fragmentar a informação, torná-la desintergada, descontextualizada é uma ótima tática para deixar o leitor preso e pouco crítico. Digo preso pois ele sempre esperará por mais informações que complemente o pensamento ou até mesmo a própria informação. A criticidade está intrinsecamente ligada ao modo como a informação é passada ao público. Se ele tem conteúdo prévio sobre o assunto algumas novas informações bastarão, mas se as pessoas que lerão a notícia não souber o que causou tal coisa e quais suas conseqüências a crítica nunca se formará. Usemos um exemplo do meu próprio blog. Se não souber que eu tive um namoro de 4 meses e que fui eu quem terminou o relacionamento você não poderá entender bem o que se passa comigo. E se não souber que eu sou uma pessoa que anda um tanto instável também não poderá ter uma visão mínima da situação. Não dá para dizer nada a respeito. Sem contar muitos outros detalhes que te deixariam muito melhor informado e em condições de tirar as suas próprias conclusões (e te deixar de boca aberta).
Outro exemplo que está próximo a minha realidade é o jornal Bom Dia, que começou a circular há 2 anos na cidade em que moro (Bauru, para os desinformados). Durante toda essa semana, em propagandas na televisão, anunciaram que nesse domingo a edição contaria com um caderno especial sobre o vestibular e o primeiro postal da série "7 Maravilhas de Bauru". E tudo isso na promoção,.os leitores só pagariam R$ 1,00 pelo exemplar. Resolvi comprar e verificar o que me esperava. Nada animador. Críticas ao caderno especial e à foto do postal a parte, as reportagens eram horríveis, com pouco conteúdo. Eram todas notícias minúsculas sobre diversas coisas, todas sem a mínima conexão. Até o artigo de Luis Fernando Veríssimo ,que estava na última página do jornal, parecia contamidado pelo péssimo exemplo (desculpe Veríssimo, não podia lhe poupar nesse episódio).
O fato cru é que isso tole as possibilidades que a notícia poderia proporcionar ao leitor. Ela servirá apenas como uma base de dados (se ele se lembrar do que leu depois de algumas horas) e não poderá dar subsídios para a crítica e a interpretação. Ou, então, irá somente ganhar o leitor pela emoção inicial que provocou e se manter nesse patamar. Pode ser que esse foi o efeito que eu quis dar a essa página nos últimos dias. Era o que eu precisava, apelo emocional para reverter uma situação pela qual o meu coração sofre. Mas eu não consegui nenhum retorno e talvez seja a hora de utilizar esse espaço para outras divagações.
Mas para não perder esse novo hábito, eu queria dizer que...
Ah! Você não sabe o que é? Eu queria tanto que você tivesse a certeza que eu te amo. Estar longe tem me feito tão mal.

" Como foi a correição? Foi muito tensa e atribulada? "

sexta-feira, agosto 24, 2007

Você sabia?

* Sabia que Ribeirão Preto é a cidade no Brasil que tem mais número de piscinas residenciais e farmácias por habitantes?

* Sabia que o país de Bangladesh se chamava Paquistão do Leste e que o delta do rio Ganges é o maior do mundo? E que a maioria do seu território está apenas 12 metros acima do nível do mar?

* Sabia que é muito irritante fazer barulho com a garganta e o nariz o tempo todo? Sabia que há lenços e tratamento médico para isso?

* Sabia que o personagem Godinez do programa de televisão Chaves foi feito pelo irmão do Roberto Gómez Bolaños, o ator que interpreta o Chaves?

* Sabia que essa postagem é apenas uma desculpa para eu poder escrever algo para você?

* Sabia que eu sinto muitas saudades tuas?

* Sabia que eu apaguei o número do teu celular da agenda para não poder mandar mensagens que eu não sei se seriam "incovenientes"?

* Sabia que eu não sei exatamente o que você pensa de mim, mas gostaria muito de recuperar a sua confiança?

* Sabia que eu gosto muito de você, do teu cheiro, do teu sorriso, do teu abraço e da tua inteligência?

* Sabia que eu não estou conseguindo colocar um "fim" para nós? Que eu sempre espero que você tenha mandado alguma mensagem no celular, por email ou me ligue?

" - E aí? E se ela não te responder nunca mais? O que você faz?
- Não sei. Terei que me curar de alguma forma.
- Eu só não queria que você se frustrasse. "

quarta-feira, agosto 22, 2007

Respaldo

Aqui vai uma postagem burocrática, mas talvez vocês gostem das imagens que verão.
Eu coloquei no flickr as fotos da Festa de Aniversário de Bauru, na qual eu fui alguns dias atrás.

Fotos bem coloridas, mas infelizmente eu não tinha outro filme para poder completar o percurso. Pena que você não estava lá. Foi um belo dia, uma bela festa.

Entrem lá e confiram: http://www.flickr.com/photos/rafaeldrummond/

" I told the doctor off. He said if you don't want to do it, then you don't have to do it. "

domingo, agosto 19, 2007

Novos leitores e outros recados

A lista dos leitores desta página de perna torta cresce a cada dia. Recebi a notícia na noite passada que os meus colegas de casa, Yuri e Letícia, encontraram o link do blog e leram tudo o que eu havia escrito. O Yuri disse que agora ele sabe tudo sobre a minha vida. Prometo a ele que não direi nada comprometedor. Isso aqui é praticamente um documento histórico da minha vida (e de todas as pessoas que estão a minha volta).

Soube também que um carioca começou a comentar as minhas postagens. Bom saber que o meu sotaque faz sucesso pela praia do Leblon (ou quero dizer Botafogo?). Achei que o fato de eu não transformar o "s" em "x" não altera o valor dos meus textos e relatos. Esse deve ser algum carioca importado.



Agora espaço para factóides, pensamentos e recados:


* Resolvi dar alguns tratos em algumas coisas. O meu pc e meu carro são alguns exemplos. O Bolinha ficou em Ribeirão Preto para manutenção de todos os amassadinhos e riscos que haviam na pintura. Eu não sou tão mal motorista quanto parece, só herdei um carango judiado. Prometo, também, ser mais cuidadoso com a limpeza dele.
Para o computador eu prometo aparecer com um teclado novo. O que está lá é um absurdo.


* Entrei para a parte da minha vida na qual eu não procuro quantidade, mas procuro boa qualidade. Acho que incorporarei o hábito de beber uma taça de vinho por noite. Faz bem ao coração.


* Não confie na noção de espaço da sua memória, ela pode ser muito enganosa. Você terá que estourar todos os balões na manhã seguinte.

* Os ipês amarelos finalmente floresceram. Apesar do fato da temperatura do planeta estar aumentando e o mês de julho ter sido um tanto mais molhado do que o normal, a florada desse ano me emociona como sempre costumo ficar. Você encontrará belas árvores perto da Unesp e perto da ITE que fazem do meu agosto um mês um pouco mais sorridente.

* A cidade de Bauru participa de um processo no qual muitas outras cidades entraram nesse começo de século. A 3ª Conferência da Cidade, na qual eu fui nesse final de semana, veio corroborar algumas ações e dar fôlego para alguns movimentos. Me lembrem de discorrer sobre o evento e os meus pensamentos.

* Não ache que Marx se resume a um só livro. Não entenda que socialismo está preso a figura da URSS e seu erros. Não feche os olhos para as mazelas que envolvem a sua sociedade. Não desperdice a oportunidade de participar da vida em comunidade.

* O que seria do cristianismo sem o amor? As vezes é difícil de lembrar que isso é o que deve nortear as nossas vidas, em toda e qualquer relação. Como podemos errar tão primariamente? Eu erro tanto.

* Lembre-se que eu ainda penso em ti. Gostaria tanto de não ser tão educado, de não ter dito que não queria ser um fantasma, de não ter dito que aquelas eram as minhas últimas palavras. Eu quero estar ao seu lado, nesse momento. Eu não quero ter mais ninguém comigo. Nunca mais.

" Eu vim pelo que sei. E pelo que sei, você gosta de mim... é por isso que eu vim. Eu não quero cantar pra ninguém a canção que eu fiz pra você. "

sábado, agosto 18, 2007

Ode ao primeiro namoro

Tudo foi tão rápido
Tudo começou e se aprofundou tão rápido
Aquilo que eu buscava era tão pouco
Aquilo que você me dava era tanto.

Exatos cinco meses se passaram
sem que eu percebece o valor real.
Nunca me sentira tão próximo de alguém
e, ao mesmo tempo, me mantive tão longe.
Dúvidas sempre apareciam a minha mente
Enquanto tudo era tão certo para ti.
Nunca consegui vencer os seus argumentos,
te ganhava pela emoção.

Tudo foi tão belo quanto me lembro?
Com certeza você equacionará aquela quarta-feira.
Colocará os minutos finais acima de qualquer coisa
mas não há como lhe culpar
A insensibilidade se sobressaiu.

Você se lembra do nosso passeio no bosque?
E da nossa dança na praça?
A tua memória lhe permite manter essas recordações?
Você sabe porque somente momentos como estes
ficarão na minha lembrança? Eu sei...

" E agora José? A festa acabou... " (Palavras primorosamente cedidas à humanidade por um parente ilustre e que faleceu há exatos 20 anos)

segunda-feira, agosto 06, 2007

Meu 1º Primeiro de Agosto

Nessa última semana a cidade onde eu moro comemorou 111 anos. Não digo que Bauru é a minha cidade, pois apenas 3 anos e meio de morada não á muita coisa. É uma cidade que me ganhou aos poucos, principalmente depois de vê-la pelos olhos de seus moradores mais fiéis.
Mas contarei como foi o meu 1º Primeiro de Agosto. Um nunca havia passado essa data em Baurux (gosto de colocar o "x" no final para deixar mais carinhoso) em que se comemora o aniversário da cidade. Em outros anos essa era a data limite para voltar a cidade, depois das férias de julho. Chegava apenas para dar boa noite, longe de poder ver a festa que se faz por aqui. Mas esse ano não. Eu já fui surpreendido esse ano pelo fato de passar o meu aniversário nessas terras e em período de aula, agora só faltava isso.
Já se passou uma semana e ainda não havia escrito nada sobre o evento, mas razões não me faltariam se eu pudesse esconder a minha alegria de ver a Nações tomada de gente e a única diversão em meses para muitas pessoas ser tão agradável. Vocês me perguntarão se eu não acordei com o barulho das motos "acrobáticas" e com alguém gritando "filho da p***" alucinadamente. Isso é verdade, mas ainda assim o brilho não se apagou.
Curioso, não? Eu não brigava com a cidade, sempre reclamando de seus problemas estruturais? Talvez eu tenha percebido que isso nada tem haver com seus moradores, pobres de políticos responsáveis. E não há razões para culpar os bauruenses de sua condição. A cidade tem tantos problemas quanto a minha querida Ribeirão Preto ou outras cidades de mesma importância. Somente são diferentes os problemas, me soando estranhos por um bom tempo.
Mas os dias que antecederam a quarta-feira anunciavam o grande evento que ocorreria no Parque Vitória Régia. Show de paraquedismo, bandas múltiplas cantando no palco, sanduíches bauru para todos e muito mais. E realmente teve diversas coisas mais. Centenas de pipas no céu, outras centenas de crianças chamando as pipas de "os" pipas, cachorros amestrados debaixo de uma lona de circo, rodas de capoeira, barraquinhas de quitutes prontos para serem devorados aos montes e brinquedos infláveis para a outras crianças que se cansaram de correr atrás "dos" pipas.
Havia muita gente por lá. Eu vejo Bauru como uma cidade sem muitas opções de diversão e imagino que o 1º de Agosto é um colírio para a população. Realmente as pessoas estavam se divertindo. Skatistas encontraram uma pista lisa (não é tanto assim) para suas manobras de street, famílias inteiras se encontravam e passavam um bom tempo juntos, crianças saiam correndo pela avenida que durante todos os outros dias do ano estaria tomada por veículos velozes. O cenário era bem mais animador do que o abandono do Parque que vejo durante a semana. Já me disseram que os brasileiros não sabem utilizar as praças e parques como os argentinos, pois nossos vizinhos tem suas vidas nas praças. De fato as praças brasileiras não são bem vistas. Para alguns é lugar de mendigos e desocupados, mas poderiam ser locais de descanso e um pouco de verde para os olhos nessa vida urbana que muitas cidades procuram ter.
De fato eu fiquei contente em ver uma festa desse tipo. Guardarei as recordações em fotos. Quem só me conhece pela internet poderá ver em meu flickr (www.flickr.com/photos/rafaeldrummond), onde eu colocarei as fotos o mais breve possível. Para aqueles que sabem onde eu moro, aqui fica o convite para me visitar.
Ah! Vocês lembram que eu queria encontrar uma bauruense nesse dia de festa? Pois então, eu acabei não vendo ninguém que eu buscava. Encontrei apenas 5 unespianos que costumam participar mais da vida da cidade do que o normal. Não, ela não estava lá.
" Remember to breathe and everything will be okay. "