Fragmentando para conquistar?
Eu me dava muito bem com textos corridos e sem muitas paradas para respiro. Parágrafos enormes e muita divagação sobre coisas que, em alguns momentos, só tinham conexões na minha cabeça. Eu percebi que deixei isso um pouco de lado nas últimas postagens. Comecei a utilizar o recurso de frases mais curtas e rápidas passagens de olho por alguns assuntos. Não sei exatamente o que me causou essa mudança e o que me fez pensar em novas opções textuais, das quais eu era contrário. Talvez a falta de aparato psicológico para montar raciocínios complexos o suficiente para dar extensão ao texto seja o motivo mais coerente. Porém, não posso colocar a culpa em um desequilíbrio de caráter pacional (eu tenho que parar de colocar mensagens subliminares nos meus textos). A verdade pode estar relacionada com a minha pesquisa de novas formas de comunicação. É correto dizer que tudo está mais dinâmico e que muitas vezes as pessoas não tem tempo para poder ler tudo o que se escreve e que, então, elas buscam textos menores. Tal tendência deu fruto à mais nova revista do Grupo Abril, a revista que se chamará "Revista da Semana". O slogan que está sendo lançado apartir de hoje através dos reclames da televisão e desde não sei quando nas outras publicações do grupo é: "Tudo o que você quer saber em menos de 1 hora por semana". Mas o que estará escrito que poderá ser lido em tão pouco tempo? Temos, para aqueles que não são adeptos da velocidade da luz, 168 horas semanais. Será que poderei ter conhecimento de qualidade adquirido em apenas 1/168 do meu tempo? Isso é para complementar as informações que adquiro vendo os telejornais? Isso é para complementar as opiniões que vêem na Veja (outra revista muito conhecida e pouco conceituada da Abril)? Agora você virá com alguns ovos (ovos e não pedras, pois esses não quebram e melecam dando motivo para risos posteriores) na mão e dirá que eu me utilizei de recursos semelhantes para me comunicar com o meu público. Bom... podemos gastar mais alguns caracteres (ou saliva) discutindo sobre as pessoas que lêem o meu blog e o que elas esperam, como podemos também voltar as questões psicológicas que me afligiram. Mas a verdade é que fragmentar a informação, torná-la desintergada, descontextualizada é uma ótima tática para deixar o leitor preso e pouco crítico. Digo preso pois ele sempre esperará por mais informações que complemente o pensamento ou até mesmo a própria informação. A criticidade está intrinsecamente ligada ao modo como a informação é passada ao público. Se ele tem conteúdo prévio sobre o assunto algumas novas informações bastarão, mas se as pessoas que lerão a notícia não souber o que causou tal coisa e quais suas conseqüências a crítica nunca se formará. Usemos um exemplo do meu próprio blog. Se não souber que eu tive um namoro de 4 meses e que fui eu quem terminou o relacionamento você não poderá entender bem o que se passa comigo. E se não souber que eu sou uma pessoa que anda um tanto instável também não poderá ter uma visão mínima da situação. Não dá para dizer nada a respeito. Sem contar muitos outros detalhes que te deixariam muito melhor informado e em condições de tirar as suas próprias conclusões (e te deixar de boca aberta).
Outro exemplo que está próximo a minha realidade é o jornal Bom Dia, que começou a circular há 2 anos na cidade em que moro (Bauru, para os desinformados). Durante toda essa semana, em propagandas na televisão, anunciaram que nesse domingo a edição contaria com um caderno especial sobre o vestibular e o primeiro postal da série "7 Maravilhas de Bauru". E tudo isso na promoção,.os leitores só pagariam R$ 1,00 pelo exemplar. Resolvi comprar e verificar o que me esperava. Nada animador. Críticas ao caderno especial e à foto do postal a parte, as reportagens eram horríveis, com pouco conteúdo. Eram todas notícias minúsculas sobre diversas coisas, todas sem a mínima conexão. Até o artigo de Luis Fernando Veríssimo ,que estava na última página do jornal, parecia contamidado pelo péssimo exemplo (desculpe Veríssimo, não podia lhe poupar nesse episódio).
O fato cru é que isso tole as possibilidades que a notícia poderia proporcionar ao leitor. Ela servirá apenas como uma base de dados (se ele se lembrar do que leu depois de algumas horas) e não poderá dar subsídios para a crítica e a interpretação. Ou, então, irá somente ganhar o leitor pela emoção inicial que provocou e se manter nesse patamar. Pode ser que esse foi o efeito que eu quis dar a essa página nos últimos dias. Era o que eu precisava, apelo emocional para reverter uma situação pela qual o meu coração sofre. Mas eu não consegui nenhum retorno e talvez seja a hora de utilizar esse espaço para outras divagações.
Mas para não perder esse novo hábito, eu queria dizer que...
Ah! Você não sabe o que é? Eu queria tanto que você tivesse a certeza que eu te amo. Estar longe tem me feito tão mal.
" Como foi a correição? Foi muito tensa e atribulada? "
Outro exemplo que está próximo a minha realidade é o jornal Bom Dia, que começou a circular há 2 anos na cidade em que moro (Bauru, para os desinformados). Durante toda essa semana, em propagandas na televisão, anunciaram que nesse domingo a edição contaria com um caderno especial sobre o vestibular e o primeiro postal da série "7 Maravilhas de Bauru". E tudo isso na promoção,.os leitores só pagariam R$ 1,00 pelo exemplar. Resolvi comprar e verificar o que me esperava. Nada animador. Críticas ao caderno especial e à foto do postal a parte, as reportagens eram horríveis, com pouco conteúdo. Eram todas notícias minúsculas sobre diversas coisas, todas sem a mínima conexão. Até o artigo de Luis Fernando Veríssimo ,que estava na última página do jornal, parecia contamidado pelo péssimo exemplo (desculpe Veríssimo, não podia lhe poupar nesse episódio).
O fato cru é que isso tole as possibilidades que a notícia poderia proporcionar ao leitor. Ela servirá apenas como uma base de dados (se ele se lembrar do que leu depois de algumas horas) e não poderá dar subsídios para a crítica e a interpretação. Ou, então, irá somente ganhar o leitor pela emoção inicial que provocou e se manter nesse patamar. Pode ser que esse foi o efeito que eu quis dar a essa página nos últimos dias. Era o que eu precisava, apelo emocional para reverter uma situação pela qual o meu coração sofre. Mas eu não consegui nenhum retorno e talvez seja a hora de utilizar esse espaço para outras divagações.
Mas para não perder esse novo hábito, eu queria dizer que...
Ah! Você não sabe o que é? Eu queria tanto que você tivesse a certeza que eu te amo. Estar longe tem me feito tão mal.
" Como foi a correição? Foi muito tensa e atribulada? "
