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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Quando você se sente um nada?

- De vez em quando.
- Quase sempre... acho que tem a ver com a minha mãe.
- Sempre que me dão um fora, mas nunca quando eu levo um fora bêbado.
- Toda quinta feira. Tem berinjela a milanesa no bandeijão. Eu sou frustrado por não conseguir cozinhar decentemente.
- Não sei ao certo. Vem e vai. Passa como se nunca existiu esse momento e volta como se fosse permanente.
- Toda vez que eu levo bronca.
- Quando falam os meus 2 nomes numa frase só: José Fernando.
- Desde que eu perdi a voz. (esse depoimento foi datilografado)
- No momento em que você começou essa conversa.
- Quando eu vejo o mar.
- Um pouco antes de me jogar do 13º andar. (esse depoimento foi escrito antes da pessoa se matar)
- Sempre que eu erro no trânsito.
- Toda vez que eu faço um plano mas acabo falhando.
- Quando eu falo a palavra "iorgute". Eu sei que o correto é "iogurte", mas não sai... aí eu fico mal comigo mesmo.
- Toda vez que eu piso em cocô de cachorro. Aí eu me sinto verdadeiramente uma m****.
- Quando minha esposa me olha e eu não tenho reação nenhuma. Sei que ela espera algo de mim. - Quando eu não amo quem me ama.

- Assim que eu percebo que estou longe de Deus.
- Quando eu me pego pensando coisas erradas.
- Quando eu me lembro de todos os erros que eu tive contigo.
- Depois de terminar um namoro.
- Quando eu erro o passo e piso na linha.
- Depois de passar o dia inteiro vendo televisão.
- Depois de passar a madrugada inteira na internet.
- Logo após os depoimentos que passam no final da novela das 8.
- Quando eu me lembro que eu sou um nada.
- Quando eu não demonstro o meu afeto.
- Toda vez em que eu me refiro a mim mesmo na terceira pessoa.
- Quando escrevem o meu nome errado.
- Sempre que você passa por mim e eu não digo nada.
- Basicamente, o tempo todo.

" Why you sitting over there? "

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ganhando experiência

Nunca me deparei com a situação na qual vivo. Ela é a mais bonita que dança neste baile e é cobiçada por grande parte dos homens do salão. Me disseram que seria um feito para qualquer um conquistar o coração dessa garota. Duvidaram que eu conseguiria chamar sua atenção. Nem eu mesmo pensei que teria alguma chance. Talvez vocês já saibam que existem as mulheres de parar o trânsito, mulheres que te seduzem a cada movimento, mulheres que te envolvem em sua lábia, mas a beleza dessa garota é diferente. Sua beleza está muito ligada a sua criatividade e seus gostos. Isso sempre me atraiu. Não foi somente seu lindo rosto que me chamou atenção. Ela andava reto entre tudo o que há de incerto em mim (um pouco de exagero, mas a frase tem um certo efeito). Minha indefinição de estilo é um tanto marcante e talvez eu procure alguma menina tão estilosa quanto o meu ideal. Ela é coerente no que veste e no que gosta. É puramente ela e ainda não a vi mudar de postura para se aproximar de alguém ou para ser agradável.
Se ela me dá atenção? Diria que um pouco. Já me disseram que há uma linha muito tênue entre a simpatia e o interesse amoroso. Aquelas comunidades que tem no orkut como “sou legal mesmo e não estou te dando bola” me vêm à cabeça. Realmente ela é simpática com muitas pessoas.
O que eu sinto? Não sei ao certo, mas queria conhecê-la melhor. Tivemos tão pouco contato frente a frente que eu começo a me perguntar se não sou maluco de me apaixonar sem passar um tempo razoável com ela. Berowne, personagem de ficção como só ele, tinha o direito de se apaixonar por Rosaline em apenas um olhar e desviar toda a sua atenção que até então dedicava aos livros. Eu não sou um personagem de Shakespeare, mas sim um garoto que tem o que todos os outros garotos têm (Estômago!). Eu não sei até que ponto eu tenho esse direito tendo 21 anos nas costas. Será que isso é socialmente aceitável? (eu me contradigo, não? Para quem leu os outros textos a minha contradição não passará desapercebida). Uma das provas dessas minhas contradições está no meu trato para com ela. Eu anulo diversos aspectos da minha personalidade quando estou paquerando e isso acontece quando estou com ela por perto. Um terrível erro.
Eu tenho me mostrado apenas um amiguinho e levado a minha timidez aos velhos patamares do colegial. Outra questão que é inédita é o meu interesse por essaa menina que é mais tímida do que eu. Não sei das intenções dela, mas me é claro que ela não se solta comigo por perto. Ela não é uma garota muito desenvolta (acho que isso me atraiu um pouco, ela tem um charme especial) e não é de muitas palavras.
Bom... esses dois últimos dias foi mais uma prova de que preciso viver muito mais para superar algumas dificuldades. Mas decidi que vou levando a minha aproximação aos poucos. Sei que no final das contas eu conhecerei muitas músicas novas! Pelo menos...

" Aquela faixa é o atestado de hipocrisia. Daqui pra cá pode, daqui pra lá não pode. "

sábado, fevereiro 03, 2007

No meio da madrugada

Imagine a cena:
No intervalo da procura de mapas interessantes no Google Earth, da descoberta de que Ribreirão Preto é a capital da América do Sul em um livro de ficção científica e do questionamento do seu papel de "amiguinho" daquela garota enquanto você quer ser muito mais, você ouve as meninas um tanto bêbadas da festa de seus vizinhos, dos quais os pais estão viajando, gritando versos como estes:
" Quando Bauru joga eu vou pra incentivar... "
" Ei, USP, vai tomar no cú! "
" Ei USP, porque você não...... pega na cabeça do meu pau... "
" Chão... chão... chão, chão, chão... "

Eis que surge a pergunta: O que fazer?
Dicas de um unespiano.
1º - Não ligue para a polícia. A cerveja já deve ter acabado, senão eles estariam um pouco ocupados (ou não).
2º - Pense que você poderia estar no lugar deles, e muito provavelmente você estará, cedo ou tarde.
3º - A cena é muito surreal para as expectativas dessas férias. Quando você imaginou ouvir isso da casa de seus vizinhos "filhos de gaúchos mas que curtem um pagodão"? (como se gaúcho não pudesse gostar de pagode...) (mas na verdade eles não podem, está na constituição do Estado) Então, aproveite e ria um pouco.

" - Eu pareço emo?
- Não, você tem estilo de mais. "