Quero Flor e não Borboletas
Aqui vai um poema para os meus leitores. Um poema feito por mim, assinado como um heterônimo (que é o nome da minha rua), mas mais ligado ao meu passado do que qualquer outra coisa. Apenas para relaxamento.
"Errado começou?
Sim! Afirmo sem duvidar.
Mas ninguém discutirá
se eu contar o quanto te amei.
Te amei? Sim, te amei.
Somente amar e não negar.
Esse detalhe servirá
para que veja o que te passou.
Escondido? Atrevido.
O gosto nunca irei esquecer.
Cama em ninho se tornou
mas filhotes fomos e não os progenitores.
Te livrei de todos os executores?
Não, mas isso me fez ver.
Ver quanto falho sou
e o valor que dei, desmedido.
Céu azul e caminho limpo?
Nunca vi, por vários motivos.
Pedras nos faziam ruir
e insistentemente tropeçávamos nelas.
Avisos nas janelas?
Sussurros aos pés dos ouvidos.
Me mandaram dali sair,
mas em vez disso mergulhei nesse limbo.
Várias perguntas? Resposta nenhuma.
Você foi covarde, congelou de medo.
Medo tive eu naquela terça 29.
Bem que eu poderia ter esperado um pouco mais.
Lógicas em espirais?
Coisas que vieram muito cedo.
Coisas sem sentido sobre a cesta nº 109.
Idéias desbotadas e sem causa alguma.
“Um medroso que partiu pra luta?”
“Uma estrela que era vaga-lume.”
Os problemas sempre existiram,
mas afundamos naqueles que inventamos.
Quem sabe não cresçamos?
Espero que veja além desse betume.
As astronaves do amor já partiram
e cruzam o céu de forma bruta.
Hoje? O amor sobreviveu.
Na forma mais cristã possível ele ainda vive.
Agora assim como faço com as borboletas
a deixo voar sem desejar te alcançar. Não mais."
por Augusto Bortoloti, um poeta de um poema só.
" This won't be played on the radio... tonight. "
"Errado começou?
Sim! Afirmo sem duvidar.
Mas ninguém discutirá
se eu contar o quanto te amei.
Te amei? Sim, te amei.
Somente amar e não negar.
Esse detalhe servirá
para que veja o que te passou.
Escondido? Atrevido.
O gosto nunca irei esquecer.
Cama em ninho se tornou
mas filhotes fomos e não os progenitores.
Te livrei de todos os executores?
Não, mas isso me fez ver.
Ver quanto falho sou
e o valor que dei, desmedido.
Céu azul e caminho limpo?
Nunca vi, por vários motivos.
Pedras nos faziam ruir
e insistentemente tropeçávamos nelas.
Avisos nas janelas?
Sussurros aos pés dos ouvidos.
Me mandaram dali sair,
mas em vez disso mergulhei nesse limbo.
Várias perguntas? Resposta nenhuma.
Você foi covarde, congelou de medo.
Medo tive eu naquela terça 29.
Bem que eu poderia ter esperado um pouco mais.
Lógicas em espirais?
Coisas que vieram muito cedo.
Coisas sem sentido sobre a cesta nº 109.
Idéias desbotadas e sem causa alguma.
“Um medroso que partiu pra luta?”
“Uma estrela que era vaga-lume.”
Os problemas sempre existiram,
mas afundamos naqueles que inventamos.
Quem sabe não cresçamos?
Espero que veja além desse betume.
As astronaves do amor já partiram
e cruzam o céu de forma bruta.
Hoje? O amor sobreviveu.
Na forma mais cristã possível ele ainda vive.
Agora assim como faço com as borboletas
a deixo voar sem desejar te alcançar. Não mais."
por Augusto Bortoloti, um poeta de um poema só.
" This won't be played on the radio... tonight. "
