As duas estrelas cadentes
Sexta feira, dia 26 de maio, às 22:04:
Fui dormir. A cama já estava pronta. A tia do Jônatas já a havia preparado. Estava cansado sim. Uma semana muito pesada estava terminando naquela viagem para Ribeirão Bonito. O dia foi tranquilo, mas a semana estava acumulada nas minhas costas. Na verdade 3 semanas estavam acumuladas nas minhas costas. Frustrações e compromissos mil preencheram todo o meu tempo. Na verdade não aconteceu assim dessa maneira. Acho que coloquei peso de mais nas coisas, nas relações e nos compromissos. Esperava que algumas pessoas pudessem me ajudar a aliviar a situação, mas não foi bem assim. Fui para o quarto para fugir dos meus pensamentos que me atormentavam. A noite estava silenciosa na cidade, isso é verdade, mas não na casa da dona Antonieta. Não era culpa dela. Seus cachorros não paravam de brigar e meus 3 companheiros de viagem comentavam histórias, em voz alta na sala, que eu não queria ouvir naquele momento.
Não consegui dormir. Me mexi e remexi tentando dormir, mais nada. Estava perturbado. Pensei que minha vida deveria acabar naquele momento. Estava desamparado. Me sentia sozinho e extremamente carente. Não sei se alguém poderia me ajudar naquele momento. Acho que não. Diriam: "Saia disso! Vem, vamos ver tv com a gente." Mas não era daquilo que eu precisava.
Dessa maneira peguei meu discman e fui para o quintal. Passei pelos meus companheiros sem ser visto. Não queria que me questionassem onde iria. Queria ficar sozinho. Esse era o objetivo.
O quintal era enorme. Era um quintal lindo. Suas medidas eram disformes, não era quadrangular. Era uma propriedade muito antiga que foi sendo dividida com o passar dos anos. Mas mesmo assim era um belo lugar. Com diversas árvores frutíferas e um grama bem aparadinha. Lindo.
A noite também estava linda, mas naquele momento não pensava nisso. Estava friozinho. Imagino que fazia uns 16º C. Deitei-me na grama de frente para o galpão que ficava a oficina. Não me incomodei com a grama molhada. Me acomodei e comecei a chorar. Estava descarregando todo o peso que estava sobre mim. Estava me entregando e me colocando a frente de meu Deus. Fiz do momento um momento de questionamento e desabafo. Foi duro. Tive que bater de frente com os meus atos passados e adimitir os meus erros. Realmente foi duro. Chorei e chorei. Ao som doce de Sixpence None The Richer estava me entregando ao céu estrelado.
Fui me acalmando. Aos poucos a paz de Deus tomou conta de meu ser. Também pudera. Com aquele céu todo iluminado e a seneridade do local me sentia presenteado por Deus.
Até que veio a primeira estrela cadente da noite. Havia muitos anos que não via uma estrela cadente. Fazia muito tempo que não contemplava um céu tão estrelado. Me animei. Uma alegria muito grande veio sobre mim. Muito bom.
Já calmo, pensei na possibilidade das pessoas estarem preocupadas comigo. Poxa vida. Se viram que eu não estava dormindo na cama iriam me procurar. Mas estava outra pessoa naquele momento. Estava em paz e feliz. Impressionante, mas é a mais pura verdade. Tudo isso aconteceu e me sinto muito alegre por ter acontecido. Precisava fazer isso. Descarregar, desabafar, voltar pra Deus.
Foi então que eu vi a segunda estrela cadente. Linda, assim como a outra. A minha noite estava feita. Não precisava de mais nada.
Então entre uma música e outra ouvi uma voz chamando por Rafael. Não, não era o próprio Senhor. Era a Tati. Realmente as pessoas ficaram preocupadas. Me levantei e logo me avistaram. Quase que o Jônatas sai com o carro a minha procura. Eles acharam que eu era sonâmbulo e saira por aí na cidade. Mas estava tudo bem. Eu estava por perto e contente.
Fomos para o quarto. Já era hora de dormir. No caminho a tia do Jônatas confessou que fazia a mesma coisa quando mais moça. Achei tão engraçado.
Assim dormi quentinho e tranquilo.
"This is the last song that I write 'til you tell me otherwise."
Fui dormir. A cama já estava pronta. A tia do Jônatas já a havia preparado. Estava cansado sim. Uma semana muito pesada estava terminando naquela viagem para Ribeirão Bonito. O dia foi tranquilo, mas a semana estava acumulada nas minhas costas. Na verdade 3 semanas estavam acumuladas nas minhas costas. Frustrações e compromissos mil preencheram todo o meu tempo. Na verdade não aconteceu assim dessa maneira. Acho que coloquei peso de mais nas coisas, nas relações e nos compromissos. Esperava que algumas pessoas pudessem me ajudar a aliviar a situação, mas não foi bem assim. Fui para o quarto para fugir dos meus pensamentos que me atormentavam. A noite estava silenciosa na cidade, isso é verdade, mas não na casa da dona Antonieta. Não era culpa dela. Seus cachorros não paravam de brigar e meus 3 companheiros de viagem comentavam histórias, em voz alta na sala, que eu não queria ouvir naquele momento.
Não consegui dormir. Me mexi e remexi tentando dormir, mais nada. Estava perturbado. Pensei que minha vida deveria acabar naquele momento. Estava desamparado. Me sentia sozinho e extremamente carente. Não sei se alguém poderia me ajudar naquele momento. Acho que não. Diriam: "Saia disso! Vem, vamos ver tv com a gente." Mas não era daquilo que eu precisava.
Dessa maneira peguei meu discman e fui para o quintal. Passei pelos meus companheiros sem ser visto. Não queria que me questionassem onde iria. Queria ficar sozinho. Esse era o objetivo.
O quintal era enorme. Era um quintal lindo. Suas medidas eram disformes, não era quadrangular. Era uma propriedade muito antiga que foi sendo dividida com o passar dos anos. Mas mesmo assim era um belo lugar. Com diversas árvores frutíferas e um grama bem aparadinha. Lindo.
A noite também estava linda, mas naquele momento não pensava nisso. Estava friozinho. Imagino que fazia uns 16º C. Deitei-me na grama de frente para o galpão que ficava a oficina. Não me incomodei com a grama molhada. Me acomodei e comecei a chorar. Estava descarregando todo o peso que estava sobre mim. Estava me entregando e me colocando a frente de meu Deus. Fiz do momento um momento de questionamento e desabafo. Foi duro. Tive que bater de frente com os meus atos passados e adimitir os meus erros. Realmente foi duro. Chorei e chorei. Ao som doce de Sixpence None The Richer estava me entregando ao céu estrelado.
Fui me acalmando. Aos poucos a paz de Deus tomou conta de meu ser. Também pudera. Com aquele céu todo iluminado e a seneridade do local me sentia presenteado por Deus.
Até que veio a primeira estrela cadente da noite. Havia muitos anos que não via uma estrela cadente. Fazia muito tempo que não contemplava um céu tão estrelado. Me animei. Uma alegria muito grande veio sobre mim. Muito bom.
Já calmo, pensei na possibilidade das pessoas estarem preocupadas comigo. Poxa vida. Se viram que eu não estava dormindo na cama iriam me procurar. Mas estava outra pessoa naquele momento. Estava em paz e feliz. Impressionante, mas é a mais pura verdade. Tudo isso aconteceu e me sinto muito alegre por ter acontecido. Precisava fazer isso. Descarregar, desabafar, voltar pra Deus.
Foi então que eu vi a segunda estrela cadente. Linda, assim como a outra. A minha noite estava feita. Não precisava de mais nada.
Então entre uma música e outra ouvi uma voz chamando por Rafael. Não, não era o próprio Senhor. Era a Tati. Realmente as pessoas ficaram preocupadas. Me levantei e logo me avistaram. Quase que o Jônatas sai com o carro a minha procura. Eles acharam que eu era sonâmbulo e saira por aí na cidade. Mas estava tudo bem. Eu estava por perto e contente.
Fomos para o quarto. Já era hora de dormir. No caminho a tia do Jônatas confessou que fazia a mesma coisa quando mais moça. Achei tão engraçado.
Assim dormi quentinho e tranquilo.
"This is the last song that I write 'til you tell me otherwise."
