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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Auto-Apresentação

Um exercício pedido por uma professora que não me dará aula. Gostei da idéia e resolvi escrever.

Nascido à beira da 9 ao dia 20 do mesmo mês
Acolido e tratado como primogênito (algo que eu realmente era)
sem frescuras e sem mimos
60 m² para engatinhar, subir no sofá e comer a violetas da mamãe foi o meu espaço
a minha infância não moldou o que hoje sou, só foi uma fase que passei
já a minha pré adolescência sim.

Fui para o interior do estado e me preocupei se meus novos amigos seriam sãopaulinos
Acho que isso se perpetuou pois só vejo tricolores à minha volta (a maioria)
Sinto cheiro de esportes no meu cotidiano. Claro que não tanto quanto em outras épocas
Talvez me tornei um pseudo-cosmopolita antes do tempo em que não gostamos mais de outra coisa

Gosto muito de música. Cada qual em seu tempo. Agora nesse momento ouço pancadas bem ritmadas em uma bateria cansada do hardcore.
As vezes me pego gostando de ouvir bobagens e músicas de crianças. A nostalgia brilha como ouro em algumas ocasiões.

Eu me levava muito a sério. De uns tempos para cá tenho deixado isso de lado a ponto de me desfigurar. Tenho medo do meu futuro. Peço socorro lá no fundo da alma, mas não consigo que ninguém me alcance. No final das contas não quero que nenhuma pessoa me puxe por puxar. É necessário que ela saiba o monstrinho que existe no fundo do poço. Desse jeito acho que isso nunca vai acontecer. Os meus pequenos e grandes segredos se tornaram secretos de mais para serem revelados. Isso me é trite.

Me fascíno por mapas e coisas relacionadas à isso
Ser cartógrafo já foi descartado das minhas opções
Talvez caia de paraquedas em algo parecido, quem sabe é arquitetura?
Por enquanto me mantenho no jornalismo que também me deixa contente

Minha família é muito bem estruturada
Gostaria que todos meus amigos tivessem a família que tenho
Problemas nela? Existem sim, mas são pequenos se pensarmos no laço que nos une

Como poucas frutas o que me deixa limitado ao escolher um suco ou doce
Com os salgados estou aprendendo os segredos dos temperos. Cuzinhar é algo que gosto de fazer
Mas nada supera o mousse de chocolate de minha avó Turqueza. Uma delícia só!

O meu Deus é o meu sol e a minha sombra
Seu filho o meu mais presente companheiro
A fé é algo que sinto em cada respirar
E sua conseqüências não trocaria por nada nesse mundo

O me falta? Talvez uma companheira
Alguém que queria estar comigo nos mais difíceis momentos e nas maiores alegrias
Com uma beleza que só eu veja, profunda e contagiante
Por enquanto fico a sua procura

Como gosto de me definir não deixo de ser um complexado que vê saída para tudo

" De dias frios se faz a triteza do mundo e aqui dos meus olhos, posso ver o mar. "

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Bauru. Da mesma forma como eu sempre estive?

Sem um rumo definido estou cá eu aqui em Bauru novamente. A cidade onde resido e estudo. Ela tem seus pontos bacanas (não compararemos com outras cidades pois isso seria covardia com a cidade sanduba) e tem seus pontos fracos. Algumas vezes achei que havia algo em Ribeirão que me prendia e assim eu acabava fazendo bobagem. Só que isso começou a acontecer também aqui. Os mesmos erros e desacertos que faziam parte do meu antigo cotidiano começaram a fazer parte do meu viver em Bauru. No primeiro ano de faculdade isso não se mostrou com forças, mas aos poucos eu voltei a ser o que era antes: um irresponsável de saídas juvenis.
Tenho medo de chegar a um ponto em que eu não possa voltar a trás, que eu não possa mudar mais, que esses pequenos e idiotas vícios se tornem petrificados. Isso me assusta. Porém eu não tenho mudado. Eu até sei para onde ir. Até sei em quem me amparar. Até sei como farei isso, mas eu não mostro que quero mudar, eu não me mexo para mudar. Isso me é vergonhoso e muito embaraçoso. Me sinto como o Branco Melo em uma de suas músicas repetindo e repetindo as palabras da música "Eu não presto" (A melhor banda de todos os tempos da última semana, 2001). Acho que tanto não mudei que deve ser a segunda vez que digo tal coisa e cito tal música. Vejam como isso me faz mal. Vocês conseguem me ajudar?
Na verdade eu nem deveria escrever essas coisas nesta página da internet. Vejo que não posso mais lamuriar e não agir. Não sei o porque mas preciso sempre de um empurrãozinho. Também acho isso vergonhoso pois me deixa dependente das pessoas que muito bem podem nem ligar pra mim.
O rumo eu lembrei onde está, mas não o tomei.
Peço que orem por mim e minha situação. Deixem as coisas acontecerem como o Altíssimo quer, mas não me deixem afundar.

" I just want to see as a person someone want me. Am I that easy to ignore? "

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

" Tome uma atitude:

AME! "

sábado, fevereiro 11, 2006

Ainda sem rumo...

Por mais que eu reclame, por mais que eu grite, por mais que eu me arrependa não mudarei sozinho. Não me tornarei uma pessoa mais corajosa, não deixarei de encontrar saídas fáceis e covardes, não darei o passo necessário para aqueles que me pedem ajuda. Deixarei todos na mão(?). Talvez essa seja a minha natureza. Um homem com medo e cheio de minúsculos segredos que me corroem pouco a pouco e que se esconde por trás de atos de adolescente.

(...) - Nossa! Que imagem horrível de mim mesmo.
- Mas não é a verdade?
- Talvez... talvez haja algo de bom...
- Mas vem de onde? Todos tem essa natureza humana e podre.
- Todos nasceram com isso e sempre vão ter os assombrando, isso vc tem razão. Somente Deus pode te mudar. Somente Ele pode te salvar. E Ele muda, pode confiar. (...)

Desculpem-me foi um pedaço de diálogo interno perdido no espaço. Mas realmente esse é o quadro. Estou realmente perdido. Vejo isso hoje, aqui na casa da minha tia, perante meus avós e tias, que não sou mais o mesmo de antes, minimamente centrado. Não sei se é a tontura quase que constante em certos momentos que me fizeram assim ou os meus próprios erros que quero apagar da memória. Sei que não tive paciência de conversar com meu avô sobre futebol, sei que não ajudei de forma adequada a minha tia que me hospedou por uma semana, sei que não dei o devido amor aos meus amigos.
Bom... haverá quem diga que estou fazendo uma tempestade num copinho de café. Também acho que exagero em diversas coisas. Não tentarei justificar a intensidade dessas palavras acima. São coisas de desabafos e não gosto de reprimi-las. Já reprimo outras coisas mais importantes e que não precisavam ficar numa caixinha apertada.
Poxa... estou tão errado. Odeio quando isso acontece. E é tudo escolhas minhas. Uma pedra que coloquei no meu caminho e que insistentemente eu tropeço nela toda vez que passo. Sempre.

Agora mesmo quase cai novamente no feitiço... Pessoas, (que estão só na minha cabeça pois nunca saberei quem realmente lê esse blog) saibam que estou mal, mal mesmo. Posso me recuperar com um sorriso logo amanhã de manhã, mas no momento as coisas não me fazem sentido. Orem por mim, por favor!

" Eu virando ali, vai dar onde? Lá tem água? "