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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Quero a Europa!

Quero a vida noturna e o Gaudí de Barcelona! Quero o friozinho medieval e os brinquedos de Praga! Quero o resto do muro e do comunismo de Berlim! Quero o glamour, as boulevards e o sotaque de Paris! Quero as ruivas, os cabs clássicos pretos e os guardinhas imóveis de Londres! Quero os turistas passando calor de Roma! Quero as belas pinturas e afrescos de Milão! Quero as vinículas e campos de oliveiras do interior da região do Mediterrâneo! Quero as praias e seus topless' da Côte D'azur! Quero as falésias da Normandia! Quero os fiordes da Noruega! Quero o mar congelado de São Petersburgo! Quero os vampiros da Romênia! Quero as cidades Buda e Peste da Hungria! Quero a Rua Paulo de Budapeste! Quero a Europa!
Como me é vivo esse sonho que renovo nessa postagem. Posso estar muito errado em todos esses gostos. Pode ser que o mundo me guarda e esconde muitas outras coisas que nunca encontrarei na Europa, porém haverá sempre o desejo de ir para lá e ver tudo de perto. Sentir os cheiros e as temperaturas. Isso voltou à tona ontem a noite após rever o filme "Albergue Espanhol" (L'auberge Espaghole) e que mostra não só um momento que passo (a universidade) mas algo que me agrada muito: viver entre pessoas de diversas nacionalidades. Curioso isso, não? O pior é ver alguns amigos saindo do país para intercambios. Acho que não terei a oportunidade enquanto estiver na universidade. A minha questão não é ser turista, é viver o ambiente, fazer parte das ações.

Mas estou num momento de muita indefinição. Envolto a confusões e reencontros me perco do meu caminho. Não sigo o que me orientava. Difícil, não? Acho que antes da Europa quero um norte para muitas coisas da minha vida.

" Por que você se leva tão a sério? Quem sabe um novo amor lhe seria muito bom. "

Obs: Apesar de ter convicção de que a boca só fala do que o coração está cheio, às vezes acho que minhas mãos ao escrever não seguem essa máxima. Qualquer coisa escrita aqui que te incomodar deve pode ser esclarecida. Basta me procurar e perguntar. Nunca tenha medo de me perguntar!

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Uma benção, um enterro. Uma vitória, um arrependimento.

Aqui estou eu novamente a escrever em meu blog. 2006 será um ano como diversos outros, com seus 365 dias e seus feriados no meio. Muita coisa não mudará, isso não posso controlar. As pessoas mudam, se elas realmente mudam, com uma velocidade que nem é calculada pela física de tão baixa. Mas vamos ver o que me ocorreu neste comecinho de ano. Oras, apesar desta possível imobilidade das pessoas os fatos nunca são os mesmos, não é?
Meu ano começou de forma muito gostosa. Na praia grande de Ilhabela eu vi, pela segunda vez, os fogos mais belos que existem. Não... não escreveram meu nome no céu e o espetáculo não durou mais do que os 16 minutos de Copacabana. Aconteceu como no ano anterior. Nos posicionamos em tal local que os fogos estouravam bem em cima de nossas cabeças. Víamos as fagulhas se abrindo e descendo sobre nós. Lindo. É até difícil de explicar como é bacana. Parece que estavamos num filme de ficção vendo as explosões de supernova. Muito legal.
Logo no segundo dia do ano subi a serra. Cheguei à vila de Piratininga algumas horas antes da saída para o país chamado Curvas, opa, quero dizer Minas. Viçosa era o nosso destino. Terra onde emana doce de leite e, graças a Deus, bençãos. Esperava muito dessa viagem. Não. Não menti ao dizer que estava indo sem muitas expectativas para o congresso. Isso era verdade. Era pela viagem que eu ansiava. Acho que esse foi meu erro. Fiquei frustrado. A atenção, o carinho de uma amiga não veio. Talvez errei na avaliação que fiz, mas me senti muito rejeitado.
Chegamos ao congresso. Tudo nele foi proveitoso e abençoador (desculpe os que não acreditam no que acredito, mas Deus é parte primordial de minha vida). Os palestrantes, os grupos de estudos, os novos amigos, os enfrentamentos, o aprendizado... Tudo daquela semana foi muito bom. Menos uma coisa. Lembram da amiga? Então. Podem me rejeitar como homem, como alguém desejável, mas não me rejeitem como amigo. Isso me magôa muito. Eu não peço muito. Primeiro eu quero a confiança, a valorização como pessoa para depois buscar o desejo de homem e mulher. Posso estar errado nesse método, mas não farei nada forçado. Não criarei nenhuma situação incômoda, mas me sinto muito mal quando me vejo rejeitado ou evitado. Isso me machuca muito. Posso estar tremendamente errado mas foi como me senti por ela: rejeitado. Nossas conversas não duraram mais do que 3 minutos durante toda semana, e não foram muitas conversas. Estavamos tão bem. Sentia que ajudava tanto quanto estava sendo ajudado. A amizade estava crescendo. Mas de repente isso foi podada. De alguma forma que ainda não identifiquei.
Mas isso poderá se tornar uma benção. Apesar de tudo sei que aprenderei muito dessa situação. Muito mesmo. E preciso aprender. Sou muito inexperiente.
Depois disso veio algo bem triste mesmo. Sabe casais que não tem filhos mas ficam brincando que seus animais são os legítimos herdeiros? Meus tios faziam essa brincadeira. Eles deixaram os dois rebentos, um cachorro e um gato, aos cuidados de meus avós enquanto viajavam. Meus avós não tiveram culpa, acho que o motorista não teve culpa e muito provavelmente o Babu não tinha ciência do que poderia acontecer, mas ele atravessou a rua na hora errada. Estava sem coleira e foi atropelado. Fatal. Meus avós ficaram muito aflitos. Não sabiam como iriam contar para a filha como seu pequeno poodle morrera. Era um cachorro até que novo, só tinha 5 anos. Talvez essa foi a parte mais triste. Um acidente é tão complicado de se lidar. Hoje "enterramos" seu corpinho frágil (como a vida se vai fácil, não?). O setor de zoonóses da cidade se encarrega de dar um fim para ele. Sentirei saudades do chatola.
No mesmo dia enfrentara uma fila de duas horas e meia só para comprar os ingressos para a final do campeonato Paulista de basquete. O primeiro time da capital a ir para uma final em muitos anos de hiato iria enfrentar o atual tetra campeão, Ribeirão Preto, meu time do coração. Num jogo incrível a equipe caipira destruiu o adversário. Algo que nunca tinha visto num jogo decisivo. 28 pontos de vantagem dentro do basquete é uma lavada. 110 à 82. Me senti muito bem. Me deliciei com a vitória, mas sei que o Paulistano virá mordido para os próximos dois jogos. São Paulo será o palco. Quem sabe não sairemos de lá com o penta?

Sobre o arrependimento eu já não sei se o sinto ou se não devo mais sentir tal coisa. Acontece que tudo o que ocorreu no congresso pode ter sido um tremendo de um engano e que me afasatar por medo pode ter sido a pior coisa que eu fiz. Não sei. As coisas ainda estão nebulosas. O difícil é confiar plenamente em Deus e deixar as ansiendades de lado. Já tentaram? É difícil.

" Ajuda-me a ter o teu olhar "