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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

sábado, outubro 29, 2005

Eu e Gengis Khan, irmãos?

Primeiramente venho com muita vergonha dizer que eu um homem horrível. Eu não presto! Não mesmo. Aquela música dos Titãs, cantada pelo Branco Melo é quase perfeita para mim. É claro que são momentos e momentos. Não é sempre que eu chuto cachorro (brincadeira, nunca fiz isso), que eu tiro doce de criança ou jogo lixo na rua (putz! eu não tinha outros exemplos? essas coisas eu nunca fiz, poxa!). Não é sempre que meu lado "homem" se mostra. O problema é que eu conheço a verdade, conheço meu criador, meu Senhor, porém sou falho de mais e não aprendo com os meus erros. Não mato e não roubo, mas não deixo de errar e errar feio. Do que estou falando? Na verdade não importa. Muito provavelmente você também passa por isso e tem vergonha de contar o assunto do erro. É normal. Olho para o que está me acontecendo e fico com mais raiva ainda quando eu erro. Está tudo ficando numa boa. As coisas estão se resolvendo, tenho sido muito abençoado. Poxa! Como eu tenho coragem de fazer essas coisas? Me sinto o mais miserável dos homens. O mais condenável. Oras... eu conheço a palavra. Ela me é viva, mas eu não a vivo como deveria. Fica pela metade. Como pode? Acho que nunca tinha falado com tanto afinco sobre esse assunto aqui. Talvez nunca tivesse chegado tão fundo. Parace que eu gosto de tropeçar. Como posso?
Desculpe-me! Acho que deveria poupar-lhes dessas coisas. Deveria contar como foi a minha semana, né? Contar as bençãos. Oras, isso é que me traz esperança, o cuidado de Deus em cada pequena coisa.
Veja! Na quarta feira havia combinado de almoçar com a "garotinha". Sim, ela mesma. Pois então, tive dúvidas se ela iria lembrar do compromisso, se ela teria medo ou algo parecido. Mas estava errado. Ela não só se lembrou como cobrou que almoçassemos. Fomos. Eu, ela e uma amiga dela. Foi até bom, já que não era momento nenhum para lavar roupa suja, era momento de mostrar confiança e respeito. Conversamos sobre diversas coisas. Foi ótimo. No final nos despidimos dizendo como foi bom o tempo gasto. Os dois precisavam daquilo. Só pra poder olhar nos olhos e saber que o outro está aberto a conversações e amizade. Isso me faltava nos últimos 3 meses. Quem diria que devolveriam meu teto? No final do dia ela me manda uma mensagem agradecendo o almoço. Isso me mostrou o quanto Deus estava me abençoando. Ele me deu oportunidade de resolver questões que me machucavam.
Isso sem contar todas as outras coisas da semana. EXTRA!, entrevista no Tenrikyo, "garotinha do sorriso", ABU, galera da ABU...
Agora me digam... Como posso ser tão falho?

"Pois eu sei que o que tens pra mim vai além do meu imaginar"

sexta-feira, outubro 14, 2005

Quem levou meu teto?

Cadê o meu teto? Teto? Isso... isso mesmo, teto! Oras, o que me protege de chuva, vento, sol forte e de pássaros que não sabem onde fica o banheiro. Poxa! Onde está o meu teto? O chão está no lugar. As paredes tem se mostrado firmes e intransponíveis como sempre, mas alguém levou meu teto! Que pessoa desalmada levaria o meu teto embora? Alguém inconseqüente e egoísta? Não... na verdade não é tão ruim o quadro dessa pessoa. Quando vejo os seus atos ( os atos que consigo levaram meu teto ) vejo que a intensão não existiu. A pessoa não quis me deixar descoberto, inseguro e aparentemente desestabilizado. Não quis, mas fez.

De forma pouco sutil me deixou a ver navios bem longe de um porto qualquer. Como um furacão levou telhas e vigas da minha vida. O amor se esfriou. Se esfriou num tanto que me dá áté medo de pensar. Me tornei um homem frio e desesperançoso. Sim... minha esperança se foi com o teto. Não consigo trazer a memória coisas que me dão esperança. Está muito difícil lidar com as adversidades no momento.

Não foi ao primeito olhar que senti falta do teto. Fiquei olhando para o céu estrelado e quase me perdi observando as distantes galáxias. Por um tempo considerável meus olhos se voltaram para coisas fúteis e inalcançáveis. Mas quando vieram as primeiras gotas de chuva eu comecei a ruir. Aos poucos pequenas coisas iam me machucando e me botando pra baixo, até que eu desmanchei. Veio tudo a baixo. O chão virou lama, as paredes se entortaram com o vento e eu me senti o mais miserável dos homens, todo molhado.

O fato final talvez tenha se tornado a minha salvação. Um grupo de resgate veio me salvar e me tirar da lama. Junto desse grupo veio outro para a reconstrução do teto. A obra tem demorado um pouco. As chuvas dos últimos dias não têm ajudado. Outra boa notícia é que houve contato com o povo além da fronteira e está marcada uma negociação para a devolução do teto antigo. Sabemos que ele voltará com sérias avarias, mas será um sinal de melhoras diplomáticas. Fantasmas poderão sair de suas cavernas e mostrar suas faces monstruosas para nunca mais serem vistas. Quem sabe não voltarei ao normal. Até lá esperemos que as obras da reconstrução dêem conta do recado.

Que viajada não?
Pois é... c'est moi!

"I just want to know who I am."