Ontem? Quero ver o amanhã...
Bom... vamos começar por onde? Esta postagem é um registro oficial de um dever que demorou para acontecer mas que era impossível de se esconder debaixo dos tapetes. Lembram do relacionamento da última postagem? Isso mesmo. Esse. Quem é a garota? Eu falei em garota? Calma... só poderia ser uma garota. Eu sou hetero, não é mesmo? Bom. Sem ter dúvidas sobre isso, continuemos. Oras... para que essa curiosidade? É "a" garota. Não... não é essa que você pensa. Não percamos tempo com isso. Nomes nunca importam.
Precisava resolver coisas do passado, limpar as manchas desse relacionamento, curar as feridinhas e as feridonas. Opa... Uma grande ferida. Eu sai muito magoado disso tudo. Muito. Tentava esconder isso de mim mesmo, mas estava machucado. Dolorido. Até que chegou um tempo em que não conseguia segurar mais, toda vez que eu pensava nela só pensava em coisas ruins. Pensava em pequenas vingancinhas, em como eu faria para humilha-la. Sabe... sentimentos muito ruins. Acho que me entreguei demais em algo tão perecível. Eu até pensei em falar gritando toda vez que fossemos conversar. Na realidade não tive essa oportunidade. Tão tolo. Queria que ela visse que eu estava mal, mas ao mesmo tempo queria que as coisas ficassem numa boa, algo que ela nunca quis. Isso mesmo. Ela nunca quis que estivesse tudo bem entre a gente. Ela não se esforçou. Aprontou tudo o que podia para que eu me afastasse, mas eu insistia em tentar colocar tudo em ordem. Será que eu pedi demais, ter a amizade dela?
"Mas o que aconteceu?" Você me indaga. Aconteceu que nos afastamos de vez. Tanto que consegui não ve-la por uma semana e meia. Tanto que consegui não pensar nela durante um bom tempo. "E aí?" Você novamente interrompe ancioso. Nada mais aconteceu com ela. Nada mais. O que aconteceu foi comigo. Sim. O que tinha que acontecer era algo aqui dentro. Não importa o que se passou, eu tinha que perdoa-la. Sim. Não estou sendo demagogo ao dizer que isso deveria acontecer. Mesmo não vendo nenhum sinal de fumaça sequer sobre um possível arrependimento dela, mesmo não ouvindo nenhum passarinho sussurando sobre os sentimentos dela, era meu dever perdoa-la. Não. Penso assim não para deixar sua vida melhor, não, pensei primeiro em mim. Não quero ser rancoroso e sei que isso ficará me machucando aos pouquinhos até a eternidade. Tinha que curar essa ferida. Nunca gostei desse sentimento e acho que foi a primeira vez que isso se prolongou. Era preciso perdoa-la. O ontem? Não me importa mais. Quero só ver o que vai me vir amanhã. Se posso ficar bem com ela? Se podemos ainda ser amigos? Não sei. Ela tem que vencer muitos medos e vir conversar muito comigo. Ou simplesmente me dizer um "oi!" convincente. Acho que isso me basta por momento. Você não acha?
Perdoar é divino? Então temos que aprender muito com Deus.
"Não deixe o sol se por sobre a sua ira."
Precisava resolver coisas do passado, limpar as manchas desse relacionamento, curar as feridinhas e as feridonas. Opa... Uma grande ferida. Eu sai muito magoado disso tudo. Muito. Tentava esconder isso de mim mesmo, mas estava machucado. Dolorido. Até que chegou um tempo em que não conseguia segurar mais, toda vez que eu pensava nela só pensava em coisas ruins. Pensava em pequenas vingancinhas, em como eu faria para humilha-la. Sabe... sentimentos muito ruins. Acho que me entreguei demais em algo tão perecível. Eu até pensei em falar gritando toda vez que fossemos conversar. Na realidade não tive essa oportunidade. Tão tolo. Queria que ela visse que eu estava mal, mas ao mesmo tempo queria que as coisas ficassem numa boa, algo que ela nunca quis. Isso mesmo. Ela nunca quis que estivesse tudo bem entre a gente. Ela não se esforçou. Aprontou tudo o que podia para que eu me afastasse, mas eu insistia em tentar colocar tudo em ordem. Será que eu pedi demais, ter a amizade dela?
"Mas o que aconteceu?" Você me indaga. Aconteceu que nos afastamos de vez. Tanto que consegui não ve-la por uma semana e meia. Tanto que consegui não pensar nela durante um bom tempo. "E aí?" Você novamente interrompe ancioso. Nada mais aconteceu com ela. Nada mais. O que aconteceu foi comigo. Sim. O que tinha que acontecer era algo aqui dentro. Não importa o que se passou, eu tinha que perdoa-la. Sim. Não estou sendo demagogo ao dizer que isso deveria acontecer. Mesmo não vendo nenhum sinal de fumaça sequer sobre um possível arrependimento dela, mesmo não ouvindo nenhum passarinho sussurando sobre os sentimentos dela, era meu dever perdoa-la. Não. Penso assim não para deixar sua vida melhor, não, pensei primeiro em mim. Não quero ser rancoroso e sei que isso ficará me machucando aos pouquinhos até a eternidade. Tinha que curar essa ferida. Nunca gostei desse sentimento e acho que foi a primeira vez que isso se prolongou. Era preciso perdoa-la. O ontem? Não me importa mais. Quero só ver o que vai me vir amanhã. Se posso ficar bem com ela? Se podemos ainda ser amigos? Não sei. Ela tem que vencer muitos medos e vir conversar muito comigo. Ou simplesmente me dizer um "oi!" convincente. Acho que isso me basta por momento. Você não acha?
Perdoar é divino? Então temos que aprender muito com Deus.
"Não deixe o sol se por sobre a sua ira."
