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Complexo de um brasileiro de estatura mediana...

... gosto muito de fulana mas siclana é quem me quer...

quinta-feira, outubro 14, 2004

Meia hora depois...

Mais uma vez, em menos de um mês, viajo para São Paulo e passo um tempo muito legal com a minha família. Da mesma forma de duas semanas atrás, acabei tendo uma grande carga de cultura para compreender e absorver. Foi impressionante a impressão que tive do Brasil enquanto estive na capital paulista. Se analizarmos a quantidade de exposições e a qualidade delas imaginamos que vivemos num país preocupado com a educação e a cultura, mas não é isto o que acontece. São extremamente concentrados os recursos culturais em nosso país. São Paulo foi abençoada com esta concentração. Após a primeira viagem que fiz, pensava que haviam se esgotado as possibilidades de maiores surpresas culturais na capital, mas isto não se confirmou. Nem se chegou perto disso.
Fui na Bienal de arte. Sim, isto mesmo o que vocês estão pensando. Um maior barato este tipo de coisas, não? Pois é. Cheio de coisas novas, linguagens novas, experiências novas, gente nova, visões novas e aparelhagens novas. Descobri ( tardiamente ) que arte é algo muito subliminar e que não é nada legal ter alguém lhe dizendo o tempo todo o que o autor quis dizer com aquela obra. O interesante mesmo é ir descobrindo os detalhes e os significados com os próprios olhos e do seu jeito. Tirar as suas conclusões e encaixar os seus anseios na obra. É assim que deveria ser feito. Nada de guias. Não somos cegos. Ou somos?
No local, vi obras de provocaçãos, de piadas e conclusões internas dos artistas, de conceitos diversos, de belezas consagradas e novas e de arte pura. Ficaria várias postagens falando do que eu gostei de lá. É bom vocês saberem que eu gostei muito de ir lá e ver o que eu vi. Só não foi muito agradável ver a fita da cirurgia de circuncisão de um dos artistas. Chaguei a conclusão que não faria uma coisa daquelas nem que me pagando. Não... não a filmagem... seria a cirurgia em si o problema. De resto ( das obras ) é aconselhável vocês irem ver por si mesmos. Não adianta contar-lhes nada. Perderia totalmente a graça. Aliás tenho que informar uma coisa importante. A entrada na Bienal deste ano é de graça para a comemoração dos 450 anos da cidade que a recebe. Quem está dando este presente, se é a prefeitura ou se é o governo do estado ou ou se são os alunos da FAAP, já não é meu depertamento.
Perto do recinto da Bienal existe a "Oca" ( palavra da qual tenho minhas dúvidas se é totalmente indígena ) que é outro local de exposições de arte. Pude ir ver, lá, uma amostra de moda. Sim, moda. Sem preconceitos vi como a moda se desenvolveu no século XX e como a fotografia acompanhou esse processo. Muito interessante ver as grandes obras dos grandes estilistas que ditaram as regras de vestimenta de nosso último século. Muito interessante mesmo. Vale a pena ver isto também.
Ah! lembrei de mais uma coisa... tava indo embora sem dizer isso. Vi na terça - feira um exposição de artes dadaístas e de artes surrealistas. Me surpreendi ao ver a produção de uma arte que rompia tanto ocorrer há tanto tempo. Até vi o mictório do Duchamp que foi assinado pelo Richard Mutt ( imagino eu, que seja o original ) e que foi exposto como arte em 1917. Olha que pensei que eles tinham jogado isso fora. Como sou ingênuo. É arte. Não se joga arte fora.

Bom. Chega por hoje... volto daqui um tempo... um pouco mais do que meia hora... tá?

" Não tenho frase para hoje "
de autoria de Sara Marina Del Monaco Drummond Ferreira.